Mostrando postagens com marcador Adeus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adeus. Mostrar todas as postagens

26 de março de 2022

Para Alexandre


 Olá...

Disse não querer mais falar contigo e isso é uma necessidade (verdade)... Nem sei o que quero lhe dizer de fato... Estou reticente... Entende?!...

Não lhe devo desculpa nem quero isso de você... Você não precisa de mim. Você não precisa de ninguém... Tem(temos) uma vida, independente de nós...

Ainda tô sem precisão, poderia me confirmar? Poderia me confiar?

Você pode ter experiência em abrir mão de pessoas, eu ainda não aprendi...

Você não pode me calcular. Você não pode me abraçar!

Seguimos. Separados. Sem ninguém assim como somos um para o outro...

(mas como você eu nunca tive ninguém...) 

Com pesar,

Cami

16 de agosto de 2016

Tá tudo bem, mas tá esquisito


Voltei a fazer meus planos sem me preocupar com você. Saber que não irei te encontrar me machuca um pouco, algo como um arranhão, sabe?! Nada muito profundo mas que incomoda. Ouvir você dizer que "gostar é diferente de se apaixonar" me ajudou a criar a coragem que precisava para te deixar. E te deixando, eu posso me completar. Que seja de mim mesma, de amor próprio. Não me importa. Só não quero ficar com alguém por medo de ficar sozinha de novo. Me autorizo a chorar o quanto precisar. A lamentar e surtar um pouquinho. Eu me permito a ser qualquer coisa, menos infeliz. Então tá tudo bem, meio esquisito mas tudo bem...

30 de junho de 2016

You set me free ♪♪♪



"I'm giving you up
I've forgiven it all
You set me free, oh"


Desisti de entender. Desisti de nós.
Posso seguir. E perdoo você.
Estou livre. Você me libertou.
Sem mágoa ou falsas promessas.
Apenas meu coração e eu. Leves.
E repleto de espaço para guardar as coisas boas que estão por vir.
"You set me free..."

27 de maio de 2014

Beautiful Goodbye ♫


Mesmo se eu usar todos meus dedos das mãos e dos pés, não conseguiria contar todas as decepções que vivi. Às vezes acho que não tem mais jeito. Palavras inteligentes não me proporcionam nenhum conforto agora. Eu me lembro dos seus olhos tão brilhantes quando eu te conheci, você foi tão gentil naquela tarde. Agora está beijando minhas lágrimas de boa noite. Ah, eu não aguento isso. Você é perfeito mesmo quando não consegue me fazer parar de chorar. Talvez seja melhor parar por aqui enquanto ainda seja bonito. Teremos um belo adeus. Está escorrendo dos meus olhos nosso belo adeus. Infelizmente, ele transborda de mim.

Não sei dizer quando a chuva se tornou tempestade. Nem quando as nuvens começaram a descer e nos encobrir. Nos perdermos pelo caminho devido a uma força natural, quando ela passar estaremos caminhando em sentidos diferentes. Me lembro da sua barba tão macia quando eu te conheci, meus cabelos insistiam em permanecer grudados nela, foi uma tarde tão agradável. E agora estou tão chateada. Minhas lágrimas não me desejam uma boa noite, mas elas não me deixam sozinha, então eu as suporto. Você não precisa me fazer companhia, estamos em estados (e Estados) diferentes. 

O adeus que transborda e escorre dos meus olhos. Toda dor que tento esconder, se apresenta através do meu rímel borrado à medida que as lágrimas escorrem. Deixei fluir, mas não sei estancar, nem sei voar. Suportar, não vai fazer o tempo voltar. Acredite, eu tentei. Seus olhos eram tão brilhantes. E me lembro deles tão brilhantes. Sua barba era tão macia. E me lembro dela tão macia. Mas agora eu estou sendo beijada pelas minhas lágrimas de adeus. Está escorrendo dos meus olhos, nosso belo adeus... 
Por Camila Blopes
Texto totalmente baseado na música 
Beautiful Goodbye by Maroon 5

28 de agosto de 2013

"não volte pro mundo onde você não existe.."


Ontem a noite pensei muito, até cair no sono mas agora não sei como expressar tudo aquilo que pensei. Eu sempre achei que é o melhor a se fazer é ser simples, em qualquer ocasião. Então vamos, lá: simples e direta!

Não fiquei surpresa ao constatar que você fugiu novamente, creio que não deveríamos ter nos falado outra vez, entretanto confesso que fiquei um pouco triste. É ruim sentir-se rejeitada, é confuso o modo como tudo aconteceu (e também o que não aconteceu). Apesar de bobo, sinto necessidade de me despedir (novamente). Sem dramas ou explicação, não é necessário. Sem vítimas ou culpados.

Você é uma pessoa bacana. Somos confusos, afinal somos humanos. Mas preciso te dizer que realmente não criei expectativas amorosas ou grandiosas, mas quis deixar claro que pegação por pegação, não quero! Já não gosto mais disso, não me satisfaz! Até imaginei uma noite maravilhosa contigo! Queria matar minha vontade de ti e te saciar de mim! Mas a diferença é que não imaginei, só isso!

Queria uma companhia para sair, me divertir, dançar, beber, sei lá! Afinal, nos veríamos poucas vezes e queria aproveitar, tipo “Carpe Diem” enquanto estivesse por aí. Porém, infelizmente (ou felizmente, vai saber) isso é muita pressão pra ti. E o que você, aparentemente pode oferecer, é pouco pra mim. E agora, diferentemente, de outrora, eu concordo: Nós não iríamos render! 

Obrigada por ter me dado a chance de dizer o que penso. Agora já te exclui do meu mundo, não acho mais legal esperar sua presença, acho que já rendeu, tudo que era possível. Sinto muito por ser assim o desfecho, juro que achei que iria ter uma pessoa incrível em minha vida, sem rótulos e pesos desnecessários... Mas me enganei. Que fiquemos bem, sempre: Morremos!
Por Camila Blopes

29 de maio de 2013

Estrada sem chão

"Esperou mas correu
Pro dia em que alguém ousasse entrar
Fosse na contramão, na sua estrada sem chão"



Esta é a primeira vez que escrevo algo para você e acho que será a única. Escrevo para exorcizar a angustia que fez morada em mim. Ela apareceu junto com a ansiedade do nosso encontro. Inicialmente estava quieta, falava pouco, mas com o passar do tempo e do seu silêncio, ela começou a gritar. E se fortaleceu e me dominou.
Queria entender como tudo aconteceu, como conseguiu agir dessa forma. Entretanto não posso compreender, pois não te conheço. Você me avisou que era frio, mas como sou boba pensei que talvez eu pudesse lhe aquecer aos poucos. Infelizmente não conseguiu. Criei expectativas, deixei a imaginação fluir e os sentimentos circularem livremente, não me privei de nada. E me apeguei, confesso que me apaguei.
Agora estou frustrada, me sentindo triste. Você se foi mas deixou essa porcaria de angustia. Estou voltando para casa e me afastando de você, não apenas fisicamente. Já não importa o motivo do abandono, não confio mais em ti. E percebi que você não se enquadra na categoria "fofo", me enganei. Uma pessoa do bem não inventa palavras de um futuro bom. Não ilude, nem se ilude.
Não estou lhe acusando de nada, como disse, estou apenas exorcizando, te exorcizando e para isso é preciso encarar verdade e conflitos. Os meus! Logo passa e a vida segue. Tudo passa! Mas antes, queria dar adeus, mesmo que seja para seu fantasma, minha criação. Você não existiu, você não existe, você não existirá. Adeus!
Por Camila Blopes

13 de abril de 2013

Tão só e sempre sozinha...

"Eu me acostumei tanto em ser sozinha 
que já não sei mais ter alguém."


estou em crise, estou impaciente com o tempo que não passa e não leva embora essa vontade de estar contigo. desde que nos conhecemos fiquei mais vulnerável e abaixei a guarda. foram dias diferentes, me sentia melhor quando estávamos juntos. mas tudo é provisório e as situações mudam. eu não sei o que mudou para você, mas percebi teu afastamento e tua distância forçada. o meu trabalho aumentou e meu tempo diminuiu. deixei a semana passar sem você. foi longa. engraçado como me acostumo fácil. agora o que está difícil é continuar a não querer sua companhia, teu abraço, teu carinho. eu não quero mais gostar de estar com você. não quero criar laços. não quero ter alguém que possa me abandonar. estou cansada. a dorzinha de agora não é nada. o duro é desatar o nós. preciso voltar a ter somente a companhia da solidão. é eu admito: eu não sei lidar! então, eu te expulso. Adeus!
Por Camila Blopes

14 de dezembro de 2012

Das coisas que gosto, você é a que eu menos gosto de gostar ♪



Depois de quase dois anos, lá estava eu ansiosa, te esperando. Insegura, sem saber o que esperar e pensar, sentada impaciente em uma cadeira desconfortável no aeroporto. Não demorou muito e você chegou. Pensei que ia vomitar. Eu estava muito nervosa, meu estômago se contorcia, mais que cangurus se faziam presentes. 

Não saímos de mãos dadas. Você mal falava, na verdade você gaguejava. Eu falava besteiras. Tentava me convencer de que estava tudo bem, que era normal estar ao teu lado.

Metrô. Amenidades. Sorrisos. Ônibus. Nervosismo ao chegar a tua casa. Apreensão. Impaciência. Você. Eu. Beijos. Amor. Nunca havia sido tão lindo. Enfim o nós.

A realidade cuspiu na minha cara. E eu chorei. Disfarcei e você não percebeu. Dor. Humor alterado. Eu comecei a te perceber. Você começou a me conhecer.

Não me importei com a programação. Sorri. E daí?! Eu estava com você. Realidade novamente. Lágrimas e dor. Mais dor. Fingimento... Dor, muita dor. Voltamos de mãos dadas. Sonho...

Acordei. Meio que morri, mas ressuscitei. Entendi que não podemos ser. Mais dor. Dores. Aceitação, entendimento ou cansaço, não sei. 'Olhos de cigana e dissimulada'. Te beijei mais que a boca. Morri de novo. 

Distância. Lágrimas premeditadas e músicas tristes. Mais distância. Dores além, mais que físicas. Ai ai... De algum modo o destino era esperado, apesar de não ser o desejado. Aceito. Foda-se, já estava morta mesmo. Eu não sou eu. 

Não quero, não aceito, não assumo mais esse amor. Eu morri e matei, ou matei e morri. Não há culpado, não há assassino. Somente razão, lógica. Adeus! (te amo) Adeus (te odeio)! Adeus (você me machuca muito)! Adeus (amei sua família)! Adeus (vou sentir saudade do gato)! Adeus (amei teu cheiro)! Adeus (você é um imbecil em me perder)! Adeus (fim).
Por Camila Blopes

17 de outubro de 2012

Sobre verdades e despedidas


Sabe, no fundo eu sei que dei a ele chances demais, perdões demais. Mas somos amigos de infância, quer dizer, éramos amigos, mas a questão é que eu gostava dele, e quando se gosta fica mais fácil aceitar e esquecer mancadas, por vezes até inventamos desculpas para justificar tais mancadas. Uma, duas, dez... Perdi a conta. Eu ficava tão radiante quando estávamos juntos, que qualquer decepção anterior era detalhe, não me importava mais.

Consegui viver assim durante anos, até o dia em que nos beijamos na boca. E mesmo sabendo que beijos não são contratos, passei a cobrar mais dele e de mim e de nós. Já não era tão fácil desculpá-lo ou esquecer as constantes falhas daquele moço que até outrora era meu melhor amigo. Eu meio que surtei. Cheguei ao ponto de sair com amigos dele para provocá-lo, mas nada conseguia. No final da noite era eu quem ficava triste, me sentia uma estúpida. E eu sabia que deveria me afastar dele, nossa relação já não me fazia bem, eu não me sentia feliz, pórem era perturbador demais me imaginar sem ele.

Mas infelizmente (ou felizmente) não demorou muito, acabei cansando de sofrer, calei meu coração e dei ouvidos a razão, percebi que não tinhamos jeito. Tudo aconteceu em uma noite qualquer, em uma bonita e quente noite, começou quando ele me embriagou com a verdade:
_ "Nós não somos nada um do outro". - Ele disse naturalmente enquanto tomava um gole de cerveja. Senti vontade de cuspir tudo que estava engasgado em minha garganta, de vomitar todos os cangurus que ele provocava em meu estômago, mas ele não merecia mais nenhuma emoção, nenhum sentimento, nada!

Permaneci calada, e depois de algum tempo delicadamente me despedi e fui embora. Até houve uma tentativa de diálogo via sms, pórem fui firme e não apareci para conversar pessoalmente, já não fazia mais diferença. A última mensagem que ele me enviou foi: "Então acabou tudo?". Decidida e secamente respondi: "Esqueceu que nunca tivemos nada?", esta foi a última mensagem minha que ele recebeu.
Por Camila Blopes

27 de julho de 2012

'Espinhos do destino fazem parte dos meus versos'


Quando despertador tocou ela já estava acordada. Dormiu mal, não porque foi dormir tarde, mas por não conseguir parar de pensar nas últimas 24 horas da sua vida. Ela o conheceu em uma dessas redes sociais, amigo de amigos, sabe como é.
_ Hum, ele parece ser interessante! - Adicionar contato.
Minutos depois estavam conversando. O papo fluía naturalmente, os bons e velhos clichês surgiam inevitavelmente ao longo do diálogo. Ela sentiu que ele era uma cilada pois tinha qualidades que ela buscava. Quis fugir, deletá-lo, excluí-lo. Mas foi fraca, acelerou. Quis ouvir a voz dele.
_ Tô lascada! - Pensou ao perceber que poderia ficar horas ouvindo aquela voz macia.
E não satisfeita a moça quis vê-lo. Foi quando os olhos dele refletiram no dela que ela constatou que estava mesmo perdida, que ele era mesmo uma cilada. Enorme!
_ Corre, corre e não olha. Foge! - Gritava seu bom senso. Mas a boba não o ouviu.
Preferiu ouvir a voz dele novamente. E de novo. E pelo telefone. E pelo interfone. E em seu ouvido, de perto.
_ Socorro. - Pensou.
_ Me cuida? - Pediu.
_ Me deixa! - Implorou. 
Podia ter sido um conto de fadas, e não este conto fatídico. Mas os dois são covardes. Não quiseram apostar para saber o final. Apaixonar é perigoso, é preciso sair da zona de conforto e eles estavam cansados, prefiram não se mexer.
Ele foi embora sozinho, na chuva. Antes de ir ele prometeu que seria como se nunca tivessem se conhecido. Ela ficou sozinha com as lembranças. Antes dele ir ela afirmou que não o esquecerá, mas que não lembrará.
Agora a vejo tomando um café forte, ouvindo Joss Stone e se esforçando para não se lembrar e eu lamento por ela. E lamento por ele. Poderiam ter sido tanta coisa bonita, ou não... Não tenho certeza. Mas sei lá, a vida continua. Eles estão vivos e vão seguir. Saúde! Um brinde a mais um final normal.
Por Camila Blopes

10 de julho de 2012

Continua...


Ela gosta de whisky e da forma como chega em seus lábios e esquenta seu corpo. Ela é uma sobrevivente do rock'n'roll com quadris de pêndulo. Ela tem olhos castanhos profundos que já viram tanto coisa trabalhando nas rodovias daquele enorme país. Quando criança, alguns costumavam chamá-la de "Maluquinha". Ela brigou com quase meio mundo. Desde o tempo da vida dura até os dias atuais, desde quando o cabelo dela era loiro até os dias que está mais magra... Numa noite ela disse: a vida sempre continua! Você precisa ter mais do que dinheiro e bom senso. Você precisa de um coração para seguir o seu próprio caminho A vida vai continuar e o que você não tem agora pode voltar.

Algumas pessoas usam a sua história como um mapa em sua pele, ele era um artista solitário, vivendo sem compromisso e fazia de suas cartas para casa seus melhores escritos, suas obras-padrão de ficção sobre o sucesso imaginário. As garotas da boate era o que ele tinha de mais próximo de amigos, mas para um escritor, a verdade não é grande coisa. Desde o tempo da vida boa até as noites sem dormir e o corpo cheio de hematomas das brigas do fim de semana. Talvez ele diria: a vida continua. Você não pode ter mais do que dinheiro do que bom senso e você precisa ter um coração e querer ter o seu próprio caminho.

Em sua última noite nessa terra, ela não vai olhar para o céu, vai apenas respirar o ar e se deixar envolver pela luz. Em sua última noite na serra, ele pagaria um preço alto para não ter arrpendimentos por ter acabado com aquela história. E não adiantará ele escrever para ela. Nem adiantaria ela ouvir os conselhos da irmã mais velha. Ele vai sofrer, ela irá sofrer... Mas a vida, a vida continua... E logo eles estarão bem, e antes que possam imaginar estarão sofrendo novamente, por outras pessoas dessa vez.
Por Camila Blopes
Texto inspirado na música L.I.F.E.G.O.E.S.O.N. by Noah And The Whale

5 de março de 2012

Cemitério de felicidade



Eu não imaginei que você pudesse ocupar um espaço tão grande em tão pouco tempo, nem que você fosse uma companhia tão agradável e tivesse um beijo tão gostoso e que conseguiria me derreter com teu toque. Eu não imaginei que seria tão difícil deixar de falar contigo, pois não imaginei que sentiria tanto assim sua falta.

Eu imaginei muita coisa sim, mas em momento algum imaginei tanta saudade. Eu estou com medo, estou confusa, estou assustada. Louca, insensata e sozinha. Sozinha por escolha, tenho muitos abraços e braços disponíveis, mas o único que me aqueceu foi o teu e isso me dá raiva, pois não pode ser. Não deveria ser assim.

Você não deve se importar, você não precisa se importar. Eu sou a outra, ninguém. A terceira pessoa no singular. Sem par até para um evento profissional. Não gosto de qualquer um, não preciso de qualquer um, e não deveria mesmo. Mas não sei, contigo eu consigo ser eu mesma, não preciso mentir, omitir ou fingir... talvez por isso esteja tudo sem graça agora que não há mais conversas.

Erro grave! Preciptação, imaturidade. Eu preferia não ter sabido o quão bom é ficar em teus braços e receber teus carinhos, era mais seguro termos ficado apenas com as risadas e confidências. Nessa história os beijos foram desastrosos, apesar de deliciosos. Infelizmente preciso me acostumar novamente, sozinha. Abandono politicamente correto. Hipocrísia necessária. Distância sadia. Loucura prevenida. Dor premeditada, conhecida. Adeus coerente. Precisamos ir...


Por Camila Blopes

22 de fevereiro de 2012

Confissão de um crime



E mais uma vez precisei cometer um assassinato. Mais um morto em minha vida... Dentre aqueles que eu me lembro, este foi o mais difícil. Eu tinha intimidade com o sujeito, ele fez parte da minha vida durante anos. Quando você permite alguém se aproximar demais de ti, fica suscetível a decepção e foi isso que aconteceu. Não me julgue, não o matei simplesmente porque ele me decepcionou isso já havia acontecido antes, aliás, muitas vezes. Entretanto desta vez foi diferente, havia um tom de necessidade. E ele não se preocupou com isso, ele não fez questão de mim, apesar de ter dito com a classe de um ‘lord inglês’, ele me esnobou e não quis minha companhia. O que despertou minha ira.

Eu não sou dessas moças calmas e de bom coração, eu sou intempestiva e muito a flor da pele. Após ouvir cada palavra que ele disse eu me retirei sem dizer nada. Mas eu tenho certeza que ele percebeu que ali terminava uma amizade antiga e que eu pensava ser bonita. Eu fico míope quando amo alguém, e então nunca consegui ver como era de verdade. Mas com o detergente da decepção, conseguimos ver a realidade, viver a realidade. Me levei para fora da história e pude perceber que não havia intensidade da parte dele, era tudo comodismo.

Foi então que um cansaço tremendo se manifestou em mim, e pela primeira vez eu não quis combatê-lo, não, não... Eu o acolhi. O deixei instalar-se em meus sentimentos e então após analisar todo o caso, matei o moço, com premeditação eu sei. O que aumenta minha pena, também sei disso. E já que estou cuspindo minhas emoções, permita-me ainda dizer que eu não sinto nenhum remorso ou culpa. Eu não lamento, não sinto nada. É como se ele tivesse me pedido para cometer tal ato, eu estou leve e ele também. Com o passar dos dias essas reminiscências que ainda habitam algum lugar obscuro de minha memória irão se perder, então o cansaço sumirá e aquela doce sensação de paz tomará conta de todo meu ser, eu acredito.

Por Camila Blopes

11 de julho de 2011

Sinceras mentiras, sincera decepção

“Amar, é gostar das pessoas, mais do que elas merecem.”
E eu te amei, meu amigo.



Meu amigo morreu. Meu amigo não existe mais. Na verdade ele nunca existiu realmente, ele era inventado. Mais de três anos e tudo que foi vivido era falso.
Meu ouvinte, meu confidente, meu ‘bunito’. Me dói tanto, mais tanto tanto lembrar de todas as conversas e alegrias. E saber que todo meu carinho e preocupações e sentimentos eram simplesmente nada, somente palavras de outro alguém.



Doce, doce, doce. Lembro-me e choro. Sou uma boba mesmo, era de se esperar, mas por tanto gostar nunca procurei saber realmente a verdade. Hoje eu sei.
Não o odeio, tão pouco o desejo mal, apenas não amo mais meu amigo. Não me preocupo mais se o rim transplantado está a funcionar direitinho ou se a glicose está controlada. Não desejo mais férias juntos na Bahia nem visitar Gramado com ele. E pensar que compartilhavamos o frio do sul e a paixão colorada. Tudo mentira, mentiras e mentiras.


Meu amigo desapareceu. Meu amigo não é desse sul do mundo. Meu amigo não é ninguém nem alguém. Um monstro que brinca com pessoas, isso sim. Justo quem eu pensava ser tão sensível e sincero. Morreu.
Morreu e não foi na cirurgia que me tirou o sono, não foi devido a nenhuma infecção, nenhum outro motivo real. Morreu por descobrirmos o real mundo dele. Morreu porque a verdade surgiu. Apareceu. Logo então ele morreu.



Não tenho nada a dizer a ele, mas as vezes me pergunto o que ele ganhou com tudo isso? Com todos esses anos de irrealidade. Tantas pessoas enganadas e hoje, tristes. Cruel demais, especialmente para quem era docinho, era meu ‘bunito’, meu melhor amigo.



Vai, morra! E descanse em paz se conseguir. E seja feliz. Mas felicidade de verdade, e por favor nunca mais engane as pessoas, por favor. Adeus meu amigo. Adeus.



Por Camila Blopes

21 de maio de 2011

Só preciso que sejamos felizes...

“Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega.”

=



E se eu dissesse que quero mesmo te esquecer? Você tentaria não me perder? Não, né? Imaginei. Perguntei para não ter dúvidas. Olha, eu estou com raiva de ti, mas isso não significa que te odeio ou que te desejo mal. Eu ainda penso em como teria sido se você me amasse de verdade, mas já não acredito que fiquemos juntos algum dia.

Conheci um cara. E ele é legal, um complicado eu confesso. Mas ele me trata bem, ainda não nos beijamos na boca nem saímos sozinhos, mas ele sempre me beija a testa e me liga para desejar bom dia. Ele foi machucado e eu ainda estou sofrendo. Talvez um dia a gente saia só os dois e eu não pense que estou te traindo. Ainda não consegui aceitar os convites dele... Ainda não acho normal. Ele disse que sou bonita, e me apresentou para alguns amigos e até tem uma foto minha em sua carteira. (Eu fico pensando se isso já passou por tua mente. É ainda sou uma boba mas um dia talvez eu aprenda a não fantasiar.)

Enfim só queria te pedir descupas por ter tido vontade de lhe dar um soco no meio da cara para lhe fazer sentir alguma dor. Naquele momento eu estava tão desnorteada e com tanta dor que queria te machucar também, fazer você sentir algo.
Por favor, torça por mim... afinal eu imagino o alívio que você irá sentir ao saber que a moça do cabelo amarelo e desgrenhado não pensa mais em ti... E acho que para mim também deverá ser um alívio esquecer aquele que se imaginei ser meu 'clack'. Agora eu aceito a necessidade de lhe deixar, aceito meu destino sem você! Adeus.

Por Camila Blopes

15 de maio de 2011

'difícil é deixar pra lá, quando já se tornou importante demais'


Agora estou aqui sozinha em meu apartamento minúsculo, soluçando de tanto chorar. Não consigo parar de pensar em tua covardia, ou em minha coragem suicida, ainda não sei qual termo devo usar.

_ Se morre de Amor? – Se alguém me perguntasse isso neste momento eu responderia: _ Sim, morre! E enlouquece e não há analgésico.

Gosto de exaltar sentimentos, mas agora só consigo sentir dor. Desespero latente, vindo da certeza da morte da esperança que me fazia seguir. Só com a certeza do fim é que estou tendo consciência da intensidade da dor da tua partida, da tua ausência em minha vida.


Amanhã vou fingir que estou bem, que você nunca existiu e que eu não te amo. Vou ter que seguir minha vida, continuar a trabalhar, comer, viajar e até sorrir. Mas será falsidade, me sinto meio morta. A parte bonita que havia em mim borrou, secou, azedou.

Não vou dizer que nunca mais escreverei sobre você, mas posso dizer que tentarei. Eu cansei de amar sozinha, cansei de amar errado. Entendi de uma vez que não vamos ficar juntos. Que você não me ama o suficientemente, que eu não consegui tocar seu coração. Entendi. E por isso essas lágrimas insistem em cair descontroladamente.

Talvez um dia eu consiga ser uma pessoa melhor e quem sabe até bonitinha. Então alguém poderá gostar de mim, quem sabe eu seja amada e todo esse nó aqui suma. Dizem que tudo se supera. Entretanto nesse momento não consigo pensar em amar ninguém, não gosto mais do amor. Só consigo pensar em dormir e apagar minha memória. Esquecer que você existiu em minha vida. Esquecer essa rejeição. Esquecer que não sou uma mulher que nasceu para ser amada e que tenho que me conformar em ser feliz nas outras áreas da vida.

Não consigo lhe agradecer por nada, não quero hipocrisia nessa despedida! Acho que vou pirar e sair por aí querendo me provar que sou desejável. Mas nenhum beijo me fará feliz. E se te faz sentir melhor, saiba que não consigo mais dizer que lhe amo! Tô com tava raiva de você que lhe daria um soco se aparecesse em minha frente. Talvez assim você sentisse um pouquinho de dor! Acabou...



Camila Blopes

23 de setembro de 2010

Carry on


A chuva não parou durante toda semana. Já é quase sexta-feira e eu continuo em ritmo de segunda-feira. Estou nervosa, chata, tensa e desanimada. Não creio que seja TPM, nem sintoma de alguma doença, nem nada assim. Penso que seja culpa do fim. Mesmo que este veio antes mesmo do começo.

No fundo eu sei que é pura sorte. Afinal, estava fadado ao desencanto mesmo. Eu acho engraçado escrever isso pois sei que ninguém vai entender sobre o que estou falando, e talvez seja por isso mesmo que tenha tido coragem de escrever.
Escrevo também porque quero lembrar disso tudo no mês que vem. Eu tenho a memória fraca, e safada. Ela só retém, só mantém, as coisas boas. As coisas muito boas. As demais, ela deixa passar. Mesmo que hoje não esteja doce, sei que mais adiante irei lembrar com carinho dos desses dias em que acordava mais amarela.
Foi bom. Confesso. E é verdade mesmo, acredite. Tanto que estou aqui escrevendo sobre. E sabe, assunto não me falta, ainda mais quando se trata de amor... amores.

Por Camila Blopes

30 de julho de 2010

Do que estou dizendo

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei,
embora tenha sido suficientemente 'fraca' para entrar."
.
.


.
Não quero te encontrar. E não estou falando: ‘não quero te encontrar hoje’ – Estou dizendo que não quero te encontrar mais. Nem amanhã, nem depois, nem semana que vem, nem ano que vem, nem no próximo, nem na próxima década.
Entenda, não estou chateada, magoada, triste, decepcionada, nem nada disso. Estou apenas cansada. Ir sempre contra a maré cansa, quando se rema sozinha.
Eu sei que você também perseverou. Não estou dizendo que a culpa é sua. Só quero te contar como está sendo para mim. É algo assim: ‘não quero mais esperar nada de você’.
Não precisa se preocupar comigo, eu fiquei forte quando terminamos nosso namoro. Agora é só mais uma despedida. Nem choro mais, sabia? Claro, eu choro, vendo filme, de saudade, de dor, estou dizendo que não choro mais por você sair da minha vida. Eu meio que me acostumei a não ter você. afinal ficamos separados quase três anos e não é um flash back de uma semana que me fará morrer por você, novamente. Aliás, isso é impossível, pois ‘só se morre uma vez’ – Se lembra?
Estamos mais velhos, maduros e somos pessoas melhores que fomos naquela época. Então vamos resolver tudo isso de maneira amigável. Eu lhe digo adeus e você acena para mim, pois não precisa me dizer mais nada. Só quero um gesto de adeus, seco, distante e sem graça.
‘Adeus’- É o que estou dizendo.


Por Camila Blopes

12 de maio de 2010

José Hosken - O melhor amigo que aguém pode ter


Sem muito o que falar
Sem muito o que dizer
Não por falta do que contar
E sim por não existir palavras
Você, José Hosken, foi o melhor amigo que alguém pode ter na vida
Você fez e sempre fará parte da minha vida
Se eu já estava com saudade, agora sentirei saudade eterna
Dói, mas você me ensinou a não parar de sorrir, mesmo chorando.
Você meu amigo, é e sempre será eterno em minha memória.
Eu te amo.

Descanse em paz, e muito juízo ai no céu, não vá me aprontar nada como disse que faria quando chegasse aí. Sei que você e meu avô estão bem, no colo do Pai.
Por Camila Blopes
Ps¹. Uma das pessoas que mais gostava de viver, faleceu. Meu amigo, meu grande amigo Zezinho. Estou arrasada. E com essa droga de distância não chegarei a tempo para o sepultamento. Amanhã viajo, vou para Minas Gerais, visitar minha família e amigo, estava muito feliz, mas não consigo mais sentir o mesmo entusiasmo. Sei que Deus sabe o que faz, que ele está em um lugar melhor, mas sou egoísta, queria ele aqui neste mundo, fazendo a gente sorrir e acreditar em nossos sonhos. Sendo amigo, companheiro, leal, animado, gentil e vivo...

28 de março de 2010

Último texto sobre você

"Não espero nenhum olhar, não espero nenhum gesto,
não espero nenhuma cantiga de ninar... Por isso estou vivo.
Pela minha absoluta desesperança, meu coração bate ainda mais forte.
Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar."
(Caio Fernando Abreu)

Este será o último texto que escrevo sobre você, sobre nós. Não me inspiro mais quando penso em você. O doce se foi. Ficou o gosto do fim.
Não tenho mais nada seu. Quando decidi deixar você sair de mim, tive que me separar de tudo. Não queria ficar remoendo lembranças.
No dia do meu vôo, eu fiquei esperando você. Eu estava vestida para uma despedida, óculos escuros, blusa preta, sapatos rosa e perfume marcante. Eu segurava uma sacola com seus presentes e um envelope com todas as cartas que escrevi e ainda não tinha entregado a você.
Hesitei até o momento final para entrar na sala de embarque, tinha esperança que você aparecesse correndo, pedindo desculpa pelo atraso e com os olhos marejados me desse adeus e dissesse que me amava, ou que dissesse que me amava e depois desse adeus. Tanto faz.
Só queria te ver, entregar suas coisas e me despedir. Mas você não veio. Com o coração doendo, eu decidi te deixar ali. Naquela sala de embarque cheia de gente que nunca vi, tão impessoal.

Olhei todos aqueles rostos. Então vi um que me pareceu amigável. Tinha olhos grandes num tom azul-esverdeado, cabelos lisos e aloirado, o porte físico se parecia com o seu, ele sorria enquanto mexia em seu notebook. Sentei ao seu lado, mas permaneci em silêncio. Então quando ouvi a última chamada para meu vôo, dei a ele seu presente e disse:
_ Sei que é estranho, nunca lhe vi mas quero te dar algo. Aqui tem uma camisa azul, que vai combinar perfeitamente com seus olhos. Tem também um porta-retrato com uma coroa de príncipe e uma lata-surpresa que pula uma bonequinha loira quando você abre. Era para alguém que amei, mas ele não veio. E eu estou indo embora. E eu não sou louca. Estou apenas machucada, dilacerada e sem nada a perder. Bom dia. Tchau!
Então sai sem olhar para trás.

As suas cartas não entreguei a ele, como eu havia lhe dito somente você e eu poderíamos lê-las. Não tive outra escolha. As joguei no lixo. Sai triste, olhei para trás e chorei. Tantas palavras e sentimentos deixei no lixo. Por culpa sua, sua e de suas promessas vazias. Promessas que não cumpriu e não poderá cumpri-las mais.
Por Camila Blopes