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25 de novembro de 2015

Sobre estar juntinhos


Nunca estou perto de ninguém, eu vivo distante. Estou sempre na estrada, viajo muito,você sabe. Mas... Você é capaz de compreender? Eu não quero ser sozinha e também não quero ser prisioneira. Quero ser cativada. Você tem essa disposição? 

Será preciso ter coragem e vontade. E acho, que talvez um pouco de loucura também. Quero a paz e o tormento de amar. Espero que consigamos nos entregar a paixão mesmo sabendo que será avassalador.

Que sejamos loucos e bobos, juntinhos. E aí, você topa descer nesse tobogã que é minha vida? Juntinhos? Segura minha mão, não solta mais. E vem,vamos nos jogar e deixar ser, acontecer. "Love is just, now..."

4 de maio de 2015

Primeiros encontros


Ela era especialista em "primeiro encontro", primeiro e único. Sempre havia algo. Nunca era para ser.
_ E aí, como foi com ele? - Pergunta clichê de sua amiga confidente.
E suas respostas eram:
_ Ele não parou de falar sobre carros, roupas caras e de quanto dinheiro iria ganhar. - Sobre o rapaz que conheceu na balada.
_ Ele usa drogas e acha legal, me chamou de careta quando disse que não usava. - Sobre o rapaz que conheceu na faculdade.
_ Ele só falou da ex-namorada. - Sobre o rapaz que sua colega de trabalho a apresentou.
_ Ele disse que só quer sexo casual, pois não quer se envolver com ninguém. - Sobre o rapaz que conheceu no aeroporto.
_ Ele é muito baixinho. - Sobre o rapaz que conheceu na internet.
_ Ele bebeu tanto que tive que dar carona para ele. - Sobre o irmão de sua colega do Pilates.
Ate que um dia...
_ Ele é um fofo. Super educado, inteligente e atencioso! Foi perfeito. Inesquecível. Mas você sabe, não quero sofrer, não sou boa em relacionamentos. Então, antes que seja tarde, parei de atender as ligações e de responder as mensagens, uma hora ele se cansa...

22 de agosto de 2013

"Somos a resposta exata do que a gente perguntou"


A menina não era triste, apesar de feia era simpática. Vivia em um mundo tão estranho que não tem como explicar. Ela sabia aproveitar a solidão, gostava de ser solitária. Cantava lalalalá, sorria mostrando os dentes e algumas vezes abraça as pessoas.

A menina, que já não era tão menina mais, apesar de bonita, não era simpática. Continuava vivendo em seu mundo estranho que ainda não tem como explicar. Ela aproveita a solidão, mas não é mais solitária. Canta punk rock, sorri apenas internamente e abraça menos as pessoas.

A menina, que não é mais menina, apesar de não ser simpática é amiga. Mudou-se de mundo, vive agora em uma realidade paralela, um misto de cá e de lá. Ela precisa de solidão, mas quer compartilhá-la com alguém. Não canta mais, apenas ouve suas canções favoritas enquanto dirige, sorri mas sem mostrar os dentes e raramente abraça as pessoas.

Ah, essa menina que tanto muda. Ah essa menina que tanto fascina. Ah essa menina... Qual o segredo da vida? A morte? Ah essa menina aprendeu a viver, a dor está envelhecida. A ferida mal curada, lateja, mas ela não se intimida: enfia o dedo, só assim para sentir... Para curar! Para ser!
Por Camila Blopes

24 de abril de 2013

Tempo tempo...

"No nosso livro a nossa história é faz de conta
ou é faz acontecer?"


Tínhamos uns treze anos de idade.
Já somos adultos, temos quase trinta anos.
Nos beijamos escondido, entre os pés de café.
Nos achamos nessa imensa rede de computadores.
Somos primos, primos distantes.
Somos primos, estamos distantes.
Fiquei anos lembrando daquele momento.
Ele me perguntou se lembrava daquele momento.
Sim, ainda lembramos daquele momento.
Nos víamos sempre.
Nunca mais nos vimos.
A vida mudou.
A vida seguiu.
Nos perdemos.
Nos achamos.
Erámos felizes.
Somos felizes.
Nos queríamos bem.
Nos queremos bem.
Estamos bem.
Mas sentimos saudades.
Por Camila Blopes

24 de julho de 2012

"Mas estão bem."



Ela queria acreditar em todos os sinais cósmicos que indicavam que foram feitos um para o outro. Ela era esquisita, mas tinha um bom coração.
Ele não queria acreditar no que sentia quando pensava nela, era perturbador demais. Ele era romântico, até se divorciar três meses atrás.
Quando estavam juntos, se completavam, era bonito viver. Mas a esquisita sentiu medo e se afastou. E ele, machucado, sentiu medo e manteve distância...
Nunca mais se viram, nunca mais se falaram... Mas estão bem, separadamente, o que poderia ter sido, não alterou o destino deles.
Por Camila Blopes

5 de dezembro de 2011

"Encaixavam como duas peças de um puzzle."


Nos despedimos a menos de três horas e já estou com muita saudade. Teu cheiro ficou em mim, teu gosto não saiu da minha boca e tuas tatuagens estão marcadas em minha memória. Queria ter dito um monte de coisas, ter te contado algumas histórias, mas fiquei atordoada com tua presença e me perdi no tempo. Poderiamos ter aproveitado mais, eu deveria ter feito menos birra.

Cada segundo desses dias foi especial, foi diferente de tudo que já havia vivido. Você me mimou demais, me apresentou muitas novidades, me ajudou, teve paciência e confiou em mim. Gostei tanto de saber mais sobre ti. Sabia que te olhar cozinhando é incrível? Adorei ouvir todas as músicas, pesadas ou fofinhas, contigo.

Olha, eu sei que somos diferentes e opostos, sei dessa porcaria de distância, sei da falta de tempo, dos trabalhos acumulados, das viagens programadas, sim eu sei disso tudo, mas não me assuto. O que tiver de ser, será. Talvez precisemos de paciência e afeto, precisaremos de empenho. E creio que valerá a pena. Vai dar tudo certo, vai sim.

Por Camila Blopes

25 de junho de 2011

Sonhos da madrugada




Sonhei com ele. Sonhei que conversamos. Sonhei com maçãs verdes e alguns laços. Sonhei com sorrisos e lágrimas. Sonhei que me sentia feliz. Sonhei com sentimentos quase esquecidos. Sonhei que ele não havia esquecido do meu aniversário nem de mim. Sonhei que ele sentia minha falta também. Sonhei que matei muitas saudades. Sonhei. Mas daí, hoje ao abrir os olhos, tive que acordar para vida e encarar a realidade, o estranho é que em meu rosto molhado havia um sorriso doce, como aqueles que eu só dava quando o sentia comigo.

Por Camila Blopes


Ps. Eu te amo

15 de janeiro de 2011

Sobre o tempo...



Isa conheceu Dalton e achou que não combinavam. Havia um medo pairando no ar... era amor, mas ainda verde.
Saíram outras vezes e o medo foi esvaindo. Dia a dia ia crescendo a segurança do relacionamento... era amor, e estava amadurecendo.
Dalton e Isa começaram a namorar. Sim, era amor e estava no ápice do amarelando. Melhorando a cada dia. Uma ótima fase, feliz e confortável.
Porem, ele não cuidou do amor deles... ele não procurou conservá-lo, ela tentou... mas impossível quando apenas uma parte quer.
O amor começou a se perder. Passou do ponto... foi ficando marrom.
Isa se empenhou, tentou salvar... mas não houve como voltar o tempo. Mágoas estavam expostas e o amor foi ficando cinza.
Apesar de saber que o fim estava próximo, ele não quis terminar, ela ia amenizando os efeitos do tempo... o fim chegou.
O amor desintegrou. A cumplicidade findou.
O tempo deles juntos... passou.

Por Camila Blopes

23 de agosto de 2010

Que el Castellano

"-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre."

Eu o notei assim que cheguei, mas não demonstrei interesse. Fiquei na minha, dançando com meus amigos e tomando meu whisky. Alguns homens me olhavam, mas não me importavam. Eu o queria!
Aquele garoto de cabelos um pouco desgrenhado e barba mal feita. Aquele que dançava leve, sorria safado e tinha aquele ar confiante. Ele tinha cara de argentino.
- Eu não gosto de argentino. - Me lembrei.
Minha amiga queria mais um drink, fomos até o bar. Enquanto ela se esforçava para o garçom-castelhano entendê-la, eu me deliciava com minha bebida forte.
Me senti sendo observada, olhei para o lado e parei meu olhar no dele. Eu mantive firmes meus olhos naqueles olhos pretos e brilhantes. Ele manteve o olhar pesado no meu. Minha amiga me chamou e eu me deixei levar. Senti que era mais seguro me manter longe daqueles olhos-de-ressaca.
A música continuava a me embalar. Meus amigos estavam animados. Ou seria efeito da bebida? Não me importava, eu estava me divertindo.
Senti uma mão em meu ombro, me virei e o vi. Desta vez bem de perto. Sim, ele era argentino. Eu sabia, aquele jeito marrento não era brasileiro.
Seguimos numa tentativa de diálogo, confesso que nos entendíamos melhor dançando. Eu via os olhares atentos sobre nós, acho que muitas mulheres o notaram. Eu mantinha uma atitude ‘tô nem aí para você’. Ele não sei, só sentia intensidade em suas atitudes, totalmente ‘carpe diem’.
Estávamos dançando quando ele me puxou para perto de si e me beijou. E eu o beijei. Permanecemos juntos toda a noite. Ele também gosta de bebida forte.
Senti que nos gostamos. Nos achamos. Mas a balada acabou e nos perdemos. Ele voltaria no outro dia para Buenos Aires e eu voltei naquela manhã para Santa Catarina.
Nunca mais nos beijamos, dançamos ou nos falamos...
Por Camila Blopes

11 de agosto de 2008

O Amor tem explicação? - Parte Final

Mas Ana não quis persuadi-lo tentar. Se ele não queria com certeza tinha seus motivos e cabia a ela respeitá-lo.
Renato começou a faculdade e seu tempo ficou ainda mais escasso, praticamente o dia inteiro ocupado com coisas da vida adulta.
Ana continuou trabalhando e saindo com seus amigos, não queria que a tristeza se instalasse em seu coração.
Ela não desistiu e nem sei se irá desistir, a menina apenas acalmou e resolveu seguir seus caminhos, enquanto Renato vivia em seu mundo.
Não é que queriam se perder... Mas nem tudo é do jeito que a gente quer, infelizmente.
Não posso contar o que aconteceu com os dois, pois esta história não terminou ainda, só posso garantir que Ana espera por Renato... enquanto segue sua vida, sinceramente não sei por quanto tempo... sei somente que ela espera...
Renato quer ficar com Ana, mas acha muito complicado superar a distancia física entre eles. Ele espera o momento certo...
Então enquanto esperam...
Esta história não tem fim...

Por Camila F.

7 de agosto de 2008

O Amor tem explicação? - Parte III

Ana e Renato continuavam se conhecendo... conversando cada dia mais...
Percebeu que ele não era do tipo que precisa de alguém que infle seu ego, era franco demais para isso! Tão franco que chegava a doer (literalmente). E sentiu vergonha por um dia ter pensando o contrário.
“Ainda bem que nunca disse nada disso a ele...”
Mas houve um tempo que ele se fez distante... ela decidiu não cobrar atenção dele, pois achava que ele tinha querer dar atenção a ela, não ela quem tinha que pedir.
Já Renato achava que Ana estava envolvida com alguma atividade que estava ocupando seu tempo pois ela não falou nada sobre falta de atenção.
A menina já não estava tão contente com a relação deles... ultimamente ela estava ficando mais triste que feliz, achava (mas com a certeza dela) que Renato queria se afastar dela. Minhocas e monstros atormentavam sua mente.
Ana sempre foi uma terrorista sentimental, nunca imaginava coisas boas... apensa coisas negativas!
Renato sentia triste por Ana estar se afastando, queria saber o motivo... mas tinha tanto trabalho que sempre adiava a conversa.
Ele adiou... mas sempre pensava nela.
“Tenho que conversar com minha teimosa... ela anda tão sumida! Sinto tanta falta dela... o que será que está havendo?”
Ela se afastou... mas sempre pensava nele.
“Como é ruim ficar longe do meu Príncipe... mas tenho que me acostumar... ele nem lembra que eu existo mesmo.”
Até que um dia eles conversaram. Tiveram mesmo uma discução de relacionamento (famosa D.R.) e resolveram que era melhor não continuar com o relacionamento deles (não sei qual nome usar para descrever o tipo de relação que eles matinham).
Ambos ficaram arrasados! Por mais que Ana quisesse tentar... Renato não queria! Tinha medo. Não queria sofrer.
A menina ficou tão triste e desnorteada e correu para conversar com sua melhor amiga, Paula. Vendo a situação de Ana e por ter acompanhado toda história desde o início Paula teve certeza que tudo não poderia terminar assim! Decidiram juntas ir para a cidade de Renato para conversar pessoalmente com ele. Estava quase tudo pronto, iria ir no outro dia a tarde, quando ela leu um e-mail dele... que a fez desistir.
Ana não era mais Ana... não mais depois de ter sido completa com Renato.
Os dias pareciam anos sem seu Príncipe, que apesar de estar longe era muito presente em sua vida!
Ela estava incompleta...

Por Camila F.

*** O final será postado amanhã!***

O Amor tem explicação? - Parte II

Parece mesmo impossível se apaixonar por alguém que nunca lhe abraçou, que não se sabe como é o brilho dos olhos e nem sabe como é o beijo... entretanto Ana se apaixonou com todo seu coração por Renato, mesmo com o medo de decepcioná-lo.
Ana acordava de madrugada e não conseguia mais dormir de tanto pensar nele.
Em toda conversa tinha que dizer o nome dele.
Lia e relia um milhão de vezes as mensagens enviadas por ele.
Vivia com o celular na mão na espera de algum sinal dele.
Deixou de ficar com um garoto por gostar dele.
Parou de viver no passado por acreditar em um futuro com ele.
Sentia tanta saudade que doía.
Não podia ouvir uma música bonita sem se lembrar dele.
Se isso não é sintoma de paixão o que é então?!
Ninguém acreditava nos sentimentos deles... Porém Ana nem se importava, pois sabia exatamente o que sentia.
Ela fazia de tudo para se manter presente na vida de Renato, mas ele sempre dizia estar atolado de serviço e pedia desculpa por estar ausente.
Durante um tempo ela aceitou, mas se repetiu tantas vezes a ausência dele que Ana se lembrou de uma frase que escutara há tempos:
“Esforço para lembrar é vontade de esquecer.”...
Pensou muito... enchendo sua cabeça de minhocas.
“Ele deve ter vergonha de mim. Deve estar com outra lá e nem tem tempo para mim! Acho que ele só queria alguém para dizer que gostava dele e assim inflar seu ego...”
A menina chorou. Chorou muito, como uma criança que acabou de descobrir que Papai Noel não existe.
Por Camila F.

6 de agosto de 2008

O Amor tem explicação? - Parte I

... depois de sentir um delicioso arrepio Ana percebeu que estava sentindo algo por Renato.
“Como pode?! Ainda nem o conheço! Devo estar muito carente... e doida!”_ Pensava ela ao tentar dar nome ao que sentia.
“O que é que estou sentindo? Não posso gostar dela, ainda nem a conheço direito.”
Ana conheceu seu Príncipe na internet, conversavam pelo msn, trocavam e-mail, mensagens... para se conhecerem melhor.
Eles eram muito diferentes, tanto quanto morango e pão de queijo, mas apesar disso o carinho sentido por ambos crescia a cada dia.
...
Ana adoeceu e Renato ficou muito preocupado, queria ajudá-la mesmo que distante. Para amenizar sua falta, mandava mensagens de celular, ele sempre fofo... enviou:
“...Queria estar aí cuidando de você... Beijo é um bom remédio? Se for tenho que levar a cura logo praí... Fique bem. Saudades.”
A cada mensagem recebida a menina sentia um intenso calor no coração, sabia que não era febre, mas também não sabia o que era. Ficava extremamente feliz ao ler Renato.
A vontade de se conhecerem aumentava, como tinha que ser.
Ele ficou de vir em suas férias... mas ainda faltava meses.
Ansiosa Ana parecia que não iria agüentar esperar.
...
Conversando com uma amiga Ana sentiu um desejo tão grande e uma intuição que decidiu ,ir no início de outro mês, conhecer a pessoa que tanto mexia com seus sentimentos.
Entretanto sua empolgação acabou ao ver a reação de Renato. O garoto disse estar confuso e se mostrou arredio com a visita de Ana... ela apesar de triste e decepcionada, preferiu tentar entendê-lo.
Após este fato a menina decidiu ir mais devagar com a história deles. Tentou. Muito. Mas não conseguiu. E um dia em meio uma discussão descobriu estar completamente apaixonada por seu Príncipe.
“Ou... pára com isso, é impossível apaixonar-se por um desconhecido! Pode tratar de ficar lúcido coração idiota! Que vive me pregando peças!” _ Repetia sem parar para si mesma, tentando se convencer do contratário.

Por Camila F.

17 de junho de 2008

... Fim

Desde aquele dia Priscila nunca mais ligou para Eduardo. Eduardo também não procurou pela menina, ele estava atarefado demais com seus projetos.
Independente disso o mundo continuava a girar.
...
Era fim de Outono, o frio já havia chegado, e o aniversário de Priscila se aproximava, ela não estava animada, apesar de adorar fazer aniversário. Pensava que seus amigos não iriam lembrar, não iria comemorar com sua família pois estavam longe e além do mais iria trabalhar durante todo dia.
"Ai ai vida... e pensar que eu amo o fazer aniversário... Este ano será o segundo consecutivo sem comemoração! O que está havendo comigo?"
...
Pri acordou naquela manhã sem despertador, tomou um demorado banho, vestiu seu uniforme verde, passou batom rosa e foi trabalhar. Era um dia normal, um dia qualquer. Afinal que diferença faz ser o dia do seu aniversário para os outros?
Chegou ao seu local de trabalho recebeu alguns cumprimentos dos seus colegas, durante o dia recebeu várias ligações de seus amigos distantes e de seus familiares.
Foi um dia vazio, morno e sem sal.
Pelo menos estava sendo até chegar em casa e ver que suas amigas haviam feito uma festa surpresa para ela!
_ Nossa gente! Que bolo lindo... pensei que ninguém iria lembrar... Obrigada.
"Nossa que legal. Amo festa surpresa! Meus amigos são mesmo ótimos... eles não esqueceram de mim." _ Pensou feliz quando apagava a velinha.
Estavam todos lá: Carlinha, Bia, Tatiane, Fábio, Amélinha, Carol, Vini, e as Camillas.
"Nossa Eduardo não veio! Será que ele está chateado comigo?"
Pegou seu telefone disposta a falar com seu amigo... Mas não ligou, percebeu que era dia dela receber ligações, não de ligar. Deixou seu celular no quarto e voltou para a varanda, foi festejar com seus amigos de verdade.
Quase quando saiu, seu celular tocou, mas ela não ouviu... era Eduardo.
"Nossa, ela não quer me atender. Acho que está brava comigo... que cabeça a minha! Fui esquecer do aniversário dela... justo da Pri, que ama fazer aniversário?! Cabeça oca mesmo a minha, viu!?" _ Tentou mais três vezes...em vão.
Eduardo decidiu então ir a casa dela, dar pessoalmente os parabéns, apesar de estar em outra cidade, calculou e pensou que chegaria antes da meia noite lá.
A festa de Priscila foi animada e alegre. O pessoal foi embora cedo pois teriam que trabalhar na manhã seguinte.
Era quase outro dia quando Eduardo conseguiu chegar na cidade da menina... ele estava cansado e com sono. Infelizmente não viu um caminhão se aproximar... e num cruzamento, houve um acidente... O caminhão bateu no carro que Eduardo dirigia.
Edu ficou gravemente ferido e foi levado para o hospital.
Priscila estava deitada quando a ligaram para avisar sobre o acidente. Nem pensou direito, apenas trocou de roupa, pegou sua blusa e bolsa e foi direto para o hospital...
Mas infelizmente não teve como conversar com seu amigo... assim que chegou ela soube que Eduardo não resistiu ao ferimentos e faleceu!
Na hora ela não chorou. Não sentiu nada. Ficou em estado de choque...
"Nossa... como pude perder tanto tempo? Edu morreu... podíamos ter feito tantas coisas juntos, ter dado tantas gargalhadas... mas naõ... simplesmente aceitei o sumiço dele... que péssima amiga eu fui!"
Ela foi ao funeral... não chorou na frente de ninguém.
Ao chegar em sua casa, em seu quarto, ao deitar em sua cama... chorou muito e quase morreu de medo... olhou ao seu redor e sentiu como se estivesse no espaço... perdida... sozinha...
"Que péssima amiga eu fui..."

PiPiPiiiiiii PiPiPiiiiiiii PiPiPiiiiiii

O despertador tocou... era hora de levantar, afinal hoje era o dia de Priscila... não podia chegar atrasada no serviço no dia de seu aniversário!
Abriu os olhos aliviada de ter acordado daquele sonho ruim.
"Ai graças a Deus... foi apenas um sonho... melhor... um terrível e horrendo pesadelo! Nossa... hoje é meu dia... vamos ver o que ele me reserva....E se aquele cabeçudo do Eduardo não lembrar do meu aniversário... eu o mato!"
Por Camila Fernanda

16 de junho de 2008

(...)

O único som que se ouvia na casa de Eduardo era seu celular que insistia em tocar, numa quase madrugada de terça-feira. Depois de algum tempo ele atende ríspido e seco:
_ Oi.
_ Oi Edu, sou eu Pri.
_ É eu vi no visor. Tudo bem?
_ Mais ou menos. Estou um pouco aflita e triste hoje será que podemos nos ver?
_ Hoje?
_ Sim, se possível... agora.
_ Poxa Priscila, sabe que horas são?!
_ Sei sim, mas é que eu não estou conseguindo dormir. Preciso conversar com alguém.
_ E a Carlinha? Não está ai?
_ Na verdade eu não sei... Não fui ao quarto dela ver.
_ Conversa ela, Priscila.
_ É que eu queria conversar mesmo era com você... entende?
_ Ah... não leva a mal não, mas... agora não dá para eu ir aí.
_ E se eu for à sua casa?
_ Vamos marcar outro dia.
_ Mas eu preciso muito.
_ Pri, hoje não dá... eu já estava dormindo... estou com muito sono!
_ Tudo bem então, desculpa te incomodar. Tchau!
“Não acredito que ela me ligou de madrugada e ainda teve o desplante de desligar na minha cara!” _ Pensou Eduardo, que logo depois voltou a dormir.
“Nossa... ele sequer me deu atenção. Acho que ele nem ouviu o que eu disse direito, sou mesmo uma retardada em pensar que podia contar com aquele cabeção! Burra! Burra! Depois as loiras é que são burras!” _ Pensou Priscila triste, deitada só em sua imensa cama...
Olhou seu quarto devagar... parecia agora que ele tinha o tamanho do mundo!
Eduardo dormiu muito bem.
Priscila passou a noite em claro... eram tantos pensamentos e questionamentos que não teve tempo para fechar os olhos.
Ao amanhecer ela tomou um banho. Sentiu-se renovada para mais uma quarta-feira... Priscila teve um dia normal, apesar de estar chateada com seu amigo, tentou não se prender no ocorrido.
Eduardo acordou tarde e foi trabalhar tranqüilo e alegre, afinal nada acontecera na noite anterior...

Como Eduardo não compreendia os outros... não lhe ocorria ser compreendido.
Por Camila Fernanda

13 de junho de 2008

(...)

Quando Eduardo acordou a menina já estava de pé, tomando café.
_ Bom dia, Priscila.
_ Bom dia Eduardo.
_ Nossa, dormir tão bem, como a muito não consigo! Como foi sua noite?
_ Dormi bem também. _ "Nossa que mentira deslavada! Nem dormi... estava morrendo de medo!"
_ Obrigada por deixar eu dormir aqui ontem.
_ Não precisa agradecer, amigos são para essas horas.
_ É verdade, mas utimamente eu estava em falta contigo, né! Sempre ausente e quando você me ligava nunca dava para nos vermos.
_ Isso é verdade, mas sinceramente... eu sei como você é. Sei que você é uma caixinha de surpresas. A única coisa que espero de você é exatamente o inesperado.
_ Nossa! É isso que eu passo?
_ Sim, é.
_ E por que ainda é minha amiga?
_ Hum... boa pergunta. Mas acho que a resposta eu não saberia lhe dizer.
_ ...
_ Quer conversar sobre a noite de ontem? O que te levou a beber tanto?
_ Bom, para você entender precisaria lhe contar uma história.
_ Que história?
_ A minha. A minha história de dentro.
_ ...
_ Mas contarei minha história quando saber da sua, pois eu perguntei primeiro.
_ Bom, marcaremos então... na terceira cratera da lua, no dia 30 de...
_ Oitembro?!
_ Perfeito... pois até lá, acho que já tenho terminado a história.
_ Combinado então. Você poderia me passar a manteiga?
_ Claro...
Eles estavam tranquilos e serenos. Sentiam-se cumplices.
Desde aquele dia Priscila viu Eduardo de maneira diferente, percebeu que apesar de ter aquele jeito desleixado de "não estou nem aí pra vida" , ele era uma pessoa cheia de sentimentos.
Ambos sumiram novamente.
Sinceramente acho que Pri jamais saberá o motivo causador da bebedeira e carencia de Edu, daquela noite.
E apesar de inúmeras suposições, preferiu não julgar... e não querer saber.
Continuavam amigos. Volta e meia se trombavam pelos caminhos da vida.
Hora estavam super amigos, hora sumiam novamente.
Entretanto nem se importavam mais, pois sabiam que não precisavam se ver sempre para serem amigos... eles eram muito diferentes, assim como o sol e a lua, mas quando se encontravam era um espetaculo, um verdadeiro eclipse!
"Nossa a Pri é muito sentimental... toda mimada!... Mas eu gosto desse jeitinho dela!"
"To cansada de ser enganada! Edu é um cabeça de vento, imprevisível! ... Mas é por isso que gosto tanto dele."
Por Camila Fernanda
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Gente ganhei meu primeiro selo de um blog muito lindo que eu amo!
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12 de junho de 2008

Estórinha

Um celular insiste em tocar:
“Um anjo do céu, que trouxe mim! É a mais bonita, a jóia perfeitaaaaa” _ É esse é o toque do tolefone de Priscila.
Apesar de sonolenta, ela atende a chamada:
_ Alô.
_ Priscila?
_ Sou eu, quem é?
_ Sou eu Pri, não viu meu número aí?
“Meus Deus, como alguém me liga às 0:28 da matina e ainda quer que eu olhe o nome no visor? Santa paciência!”
_ Atendi sem olhar. – Disse seca se ânimo de discutir.
_ Sou eu, o Edu. Te acordei?
“Nossa, nem acreditei! Não, não... eu estava acordada tricotando um blusa de lã para minha vó!”
_ Mais ou menos. – Disse tolamente.
_ Ah, é que não queria ficar sozinho em minha casa... daí queria saber se posso dormir ai!
_ Você está bem?
_ Bem estou... mas estou um pouco tonto. Não quero ficar sozinho hoje! Não quero.
_ Eduardo, onde você está?
_ Pertinho de sua casa... e da minha também! Mas não quero ir para minha.
_ Uai... pode vir sim.
_ Que bom, então daqui a sete minutos e doze segundos chego aí. Me espera no portão?
_ Acho melhor você me ligar ao chegar, daí eu abro o portão.
_ Por favor... me espere no portão!
_ Ta bem.
_ Já já chego! Beijo!
_ Beijo.
Priscila estranhou bastante a ligação, afinal Eduardo estava distante, há dias não se falavam. E agora ele aparecera assim? Ficou ansiosa e preocupada.
Apesar do frio e da preguiça ela foi esperá-lo no portão.
Olhou a rua e não viu ninguém. Olhou distraidamente para o céu e se deparou com uma lua imensa, cheia e amarela! Rodeada de inúmeros pontos brilhantes, sorriu ao pensar:
“O que é que estou fazendo aqui?”
Esperou mais algum tempo, exatamente vinte e três segundos. Ao dar o primeiro passo rumo a entrada de sua casa, viu Edu... correndo.
_ Que bom que me esperou aqui fora!
_ Você está bem?

_ Agora estou, mas cansei ao subir até aqui! Quero sentar!
Ele sentou-se na entrada do portão.
_ Não Eduardo, aqui não, está muito frio. Vamos entrar.
_ Ah não, senta aqui comigo!
_ Não, eu quero entrar, estou com frio!

_ Senta aqui do meu lado, vamos conversar.
_ Edu, a gente conversa lá dentro... estou com frio.
_ Então vamos sentar na calçada... vamos ver o céu! Olha como está lindo. Olha que lua.
_ Sim está lindo, mas... vamos entrar?!
_ Ta bem... vamos correr!
Eduardo pegou a mão de Priscila e entraram correndo na casa. Ela não estava entendendo o que estava passando pela mente de Edu... tentou então não tentar entende-lo. Compreendeu que o amigo não estava muito bem e que precisava de companhia e atenção.
Eduardo não parava de falar e falar e falar e falar...
“Nossa! O que será que está havendo?” - A menina não conseguia relaxar, ele falava coisas sem nexo, embolado, parecia um estranho para ela...
_ Pri...
_ Hum!
_ Me conte uma história?
_ Que história?
_ Não sei... pode ser uma qualquer.
_ Ah, não sou boa em estórias. Não me lembro de nenhuma.
_ Tá, mas não precisa ser história infantil.
_ Que história você quer?
_ A sua! A sua história de dentro.
Um silêncio ensurdecedor tomou conta do quarto...
_ Não sou boa em histórias. Acho melhor irmos dormir.
_ Não quero dormir. Me pergunta qual tipo de história eu quero ouvir.
_ Qual tipo de história você quer ouvir?
_ Só quero que me conte uma história grande... não quero dormir. Eu queria ouvir uma história longa. Sua história!
Nada se ouviu.
Ninguém ousou falar mais... a falta de som se transformou em proteção para ambos. Palavras iriam cortar a densa camada que se formara no ambiente.
Foi uma das noites mais longas que a menina viveu. Quase não dormiu. Estava tão acordada que seus sonhos pareciam reais. Ficou com medo e preferiu ficar com os olhos abertos para não sonhar novamente...
Enfim o sol saiu e Priscila viu a luz entrar pelas frestas da cortina.
Ela amou a luz, pois a claridade espantou seus medos...
Levantou-se e viu Eduardo dormindo com um semblante tranqüilo e calmo.
"Que bom, ele parece estar melhor..."
Sorriu!
Feliz! Feliz como quem sabe que fez muito bem a uma pessoa.
Por Camila Fernanda