Uma princesinha de cabelos louros como os raios do sol que vivia em um reino distante vivia esperando o tal príncipe em seu carro de dez segundos, príncipe esse, sem compromisso, fiel, rico, honesto, decente, trabalhador: o santo graal entre todos os homens.
Sonhava com esse príncipe e com o dia em que seria resgatada da grande torre em que fora colocada delicadamente pela sua MÁdrasta!
A humildade desta princesinha era sua maior qualidade: seu homem encantado deveria ter mais de 1,80 e ter cara de corredor da Fórmula 1 crescido na Europa e nesse constante desejo por esse príncipe raríssimo, esquecera de que em seu reino, todos os homens tinham 1,76.
O príncipe que outrora escolhera estava amaldiçoado sob poder oculto de uma bruxa das trevas e não conseguia notar a princesinha de pés delicados e fofos. Depois que ela vê que o príncipe do carro de dez segundos não vai largar a moça com cara de Gal Costa nos anos da Tropicália, ela decide não chorar por ele, afinal de contas, ela era uma princesinha de estirpe e nunca choraria por quem não lhe dar valor.
Decidida que era, a princesinha decidiu explorar novos reinos, conectou seu pc super moderno da idade média e foi conhecer gente de outros lugares. Algum tempo depois, marcou um encontro com aquele que parecia finalmente ser o tão esperado príncipe.
Então, a princesinha loira, munida de seu scarpin vermelho verniz foi ao encontro daquele que seria o homem da sua vida, seu Triplo X do Piauí e seu porte físico estonteante....Chegando lá...ele não era o que ela esperava e aí...ela arremessou seu super scarpin com efeito bumerangue e simplesmente acertou o Triplo X em cheio na testa, voltando novamente para o seu reino à espera de um outro príncipe.
Encantada, enchia seus dias de luz vendo cruzar o azul do céu com amar-elo de seus cachos. Adorava ir a igreja...em conta de uma novena, ela, virou Girassol. Flor de meninamarela-sol. De tanto, mais tanto, amor. Que ela, sendo Girassol nosso...é broto de amor.
Coração pulsando luz, tão heliocêntrico, só sabe dizer em uni-verso, dessa alegria que faz tudo girar... em amarelos.
Por Thiago, Luciana e Mila