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20 de maio de 2021

Para Leonardo...

Nossa última conversa foi na verdade uma discussão. Você queria ser ouvido e eu não soube ouvir. Eu queria te escutar, mas te silenciei. Depois desse dia, nada mais foi como era. Nossa amizade superou distância, namoros, tempo, beijos e pausas. Sempre dávamos um jeito de ficarmos bem, de nos querermos bem.

Fui em sua despedida no quartel, você foi me visitar em outra cidade distante, depois o destino quis que você fosse morar em BH - aproveitamos muito para sair! Era divertido, com ou sem álcool. Mas aquele dia...

Quero te pedir desculpas por não ter sido a amiga que você precisava, quero te pedir desculpas por não ter sido paciente. Simplesmente quis ir embora da sua casa e fui... Não me importei com mais nada que não fosse a minha dor. 

Hoje, sabendo que está bem, não me julgo tanto. Te escrevo para reafirmar que continuo te querendo bem, te desejando o melhor dessa vida e sendo sua amiga, mesmo sem silêncio. Você conhece meu jeito, você me conhece de verdade.

Com carinho,

Camila

19 de maio de 2021

Para Izaura...

 

Você é minha amiga, minha irmã, minha parceira e, agora, minha saudade. Você ocupa vários papéis na minha vida e sou muito grata por isso.

Foi com você que conversei sobre abandonar meu emprego público, foi com você que dividi as histórias românticas(ou não rs) mais inusitadas, em inúmeras cirurgias que precisei realizar VOCÊ esteve presente e me cuidou, me amparou. Foi com você que vivi meu maior sonho: PARIS. A melhor viagem com a melhor companhia!

Agora não moramos tão perto e com essa pandemia, tudo parece ser ainda mais distante. O que posso afirmar, minha migs do coração, é que te amo sempre e para sempre. Continue a não desistir de mim, tá?!

Com todo meu amor,

Camila

30 de setembro de 2011

SMA Michely



Quando cheguei ao velho oeste catarinense a conheci. A reconheci. Creio que não se fazem amigos, e sim reconhece-os. Neste quase um ano e meio já vivemos muitas histórias, algumas surreais, outras que sinceramente devem ser esquecidas.

Já sorrimos, já choramos, já nos divertimos, já nos consolamos. Ela, praticamente a neta do Velho Barreiro e eu a namorada do Jack Daniel's, tão opostas e tão dispostas a serem melhores amigas.

Hoje é o BDay dela, a sexta-feira de hoje é dedicada a ela. Aproveitaremos a noite quente para degustarmos muitos mojitos e comemorarmos mais um ano de vida! Um ano lindo, repleto de boas lembranças e muitos 'black out' de memória.

Ela não consegue dizer não, é generosa, é amiga e é paciente comigo. A Michely é minha SMA nesse velho oeste, ela é minha Super Melhor Amiga.

FELIZ ANIVERSÁRIO SMA! AMO VOCÊ!

Por Camila Blopes

Para: Michely Martins

29 de setembro de 2011

Dia de Danúbia



Não me importo se ela não gosto de abraços
E ela não se importa com meus chiliques
Minha Amora que faz parte de mim
De minha vida e meus caminhos
Mesmo há milhas e milhas distantes
Nossa amizade não se abala

Hoje ela completa mais uma primavera
Dia 29 de Setembro é o dia dela
Danúbia, Danumiazinha, 'minha cafada'
Amiga amada que sinto muita muita saudade!
Feliz aniversário, vamos comemorar viajando
Reencontro e felicidade!


Por Camila Blopes
Para Danúbia Pessoa

11 de julho de 2011

Sinceras mentiras, sincera decepção

“Amar, é gostar das pessoas, mais do que elas merecem.”
E eu te amei, meu amigo.



Meu amigo morreu. Meu amigo não existe mais. Na verdade ele nunca existiu realmente, ele era inventado. Mais de três anos e tudo que foi vivido era falso.
Meu ouvinte, meu confidente, meu ‘bunito’. Me dói tanto, mais tanto tanto lembrar de todas as conversas e alegrias. E saber que todo meu carinho e preocupações e sentimentos eram simplesmente nada, somente palavras de outro alguém.



Doce, doce, doce. Lembro-me e choro. Sou uma boba mesmo, era de se esperar, mas por tanto gostar nunca procurei saber realmente a verdade. Hoje eu sei.
Não o odeio, tão pouco o desejo mal, apenas não amo mais meu amigo. Não me preocupo mais se o rim transplantado está a funcionar direitinho ou se a glicose está controlada. Não desejo mais férias juntos na Bahia nem visitar Gramado com ele. E pensar que compartilhavamos o frio do sul e a paixão colorada. Tudo mentira, mentiras e mentiras.


Meu amigo desapareceu. Meu amigo não é desse sul do mundo. Meu amigo não é ninguém nem alguém. Um monstro que brinca com pessoas, isso sim. Justo quem eu pensava ser tão sensível e sincero. Morreu.
Morreu e não foi na cirurgia que me tirou o sono, não foi devido a nenhuma infecção, nenhum outro motivo real. Morreu por descobrirmos o real mundo dele. Morreu porque a verdade surgiu. Apareceu. Logo então ele morreu.



Não tenho nada a dizer a ele, mas as vezes me pergunto o que ele ganhou com tudo isso? Com todos esses anos de irrealidade. Tantas pessoas enganadas e hoje, tristes. Cruel demais, especialmente para quem era docinho, era meu ‘bunito’, meu melhor amigo.



Vai, morra! E descanse em paz se conseguir. E seja feliz. Mas felicidade de verdade, e por favor nunca mais engane as pessoas, por favor. Adeus meu amigo. Adeus.



Por Camila Blopes

6 de junho de 2011

Ele é meu 'para sempre' mais bonito



Por vezes dizemos que será ‘para sempre’. E quase sempre o ‘para sempre’ acaba. Algumas vezes demora, outras é tão rápido que nem se percebe. Não irei mentir, já vivi para ‘para sempre’ vazios, mentirosos, fúteis... Não foi por querer, mas por ter errado as contas mesmo. Entretanto eu tenho outros ‘para sempre’ mais que forever em minha vida, e você é um deles.


Esquisito né? Justo você que me fez chorar demais, que nunca me escreveu uma carta, que prometia e não cumpria... É, graças a Deus a vida não é tão exata quanto os números e minha memória é cretina. E é graças a Ele que você tem esse sorriso do tamanho do mundo e sempre me adoça mesmo quando quero ser fel contigo. Sempre foi assim, desde nossa adolescência.


Esse seu jeito de falar carregado, suas sinceridades quase sempre inapropriadas (sim, eu sei que ainda tenho alguns, muitos, quilos a eliminar) e suas tentativas de se mostrar durão, não me fazem gostar menos de ti. Meu querido, comigo não cola. Eu amo teu abraço de urso e seu cheiro sempre bom.


Há muitos anos que não te encontro e a saudade só aumenta, a mão desse sentimento me aperta e me sufoca mais a cada dia. Eu sei que é difícil você me encontrar, essa coisa de vida adulta que vem e joga em nossa cara muitas responsabilidades, contas que não param de chegar, e tem o passado doloroso e o futuro incerto, tudo é mesmo complicado... Mas por favor, não desista de mim, pelo menos não dessa vez.


Porque você é um dos meus ‘para sempre’ favoritos. Você, é forever em minha vida, de um jeito ou de outro. Acredite em mim.

Por Camila Blopes

28 de novembro de 2010

Aquele Sentimento fiel de afeição, simpatia e estima



Naquele dia em que me senti angustiada, você largou tudo e me ouviu. Eu, apesar de falante não queria dizer nada, mas você soube me ouvir. Me decifrou e orientou.
Isto é o que mais me encanta em você, sua capacidade de ler as entrelinhas do meu ser. (Tudo bem, eu confesso! Seu sorriso também me encanta)
Somos tão diferentes para sermos tão próximos. E não digo isto só pelos estilos e gostos opostos. Somos mais diferentes que terra e ar. Mas nos complentamos.
Hoje minha maior intenção é lhe dar um abraço e lhe agradecer por ser tão querido e especial. Somos cativos um do outro. E você será eternamente responsável por mim, já que quis me cativar.

Te amo com todo coração!

Por Camila Blopes

1 de outubro de 2010

Enrolada!


Ando sem tempo. Sim, eu ando sem tempo. Estou trabalhando muito e vivendo muito também. Não estou reclamando, nem poderia. Minha vida está muito bacana.
Mas que eu queria mais tempo... ah eu queria.


Apareci para dizer três coisas importantes:


1º: Foi aniversário da minha amiga-cafada Danúbia, e eu nem consegui escrever um texto para ela. Essa correria está afastanto minha inspiração, confesso. Eu a amo e mesmo a milhas e milhas distantes não muda nada! Te amo Dadá, saudades!


2º: Foi aniversário da minha amiga Michely, e também não consegui escrever nada para ela. São poucos meses de convivência, mas a amo! Te amo SMA, beijO!


3º: Vou voltar com post de Andarilhos Convidados, o próximo será do Tiago F. Moralles. Aguardem, está lindo demais!


Bom é isso, tenho que voltar ao trabalho!
Logo que der eu volto e visito vocês também!

BeijOs a todos
Camila Blopes
;*

27 de março de 2010

Conto meio torto

Ele não era fresco. Era muita coisa, mas fresco, decididamente, não.
Por vezes era sarcástico e até intolerante. Mas isso não o fazia menos querido e amado.
Ela era torta. Faltava nela alguns pedacinhos e tinha medo de insetos voadores.
Sorte dela que ele tinha paciência (às vezes) e era bom em quebra-cabeça, pois ela sempre precisava se montar novamente. Ele a ajudava.
Conversavam de vez em quando, geralmente usam um método mais eficaz de comunicação, utilizando mais que palavras. Não apenas se entendiam, se sentiam também.
Ele era do tipo arrojado e bem resolvido. Era admirado por isso.
Ela não conseguia ser assim, estava aprendendo com ele. Mas ele só ensinava quando tinha paciência.
Os dois tratavam de qualquer assunto. Qualquer assunto mesmo. Isso é raro e precioso.
Ela sabe o valor que ele tem. Ele a faz tão bem. Bem de verdade.
A menina torta, inteligente e às vezes fresca, sabe disso. Ela descobriu todos adjetivos que se encaixam perfeitamente nele, inclusive aqueles implicítos!

Ela sabe o quanto ele é único e especial. Tanto que já o guardou em sua caixinha, onde sempre vai ficar. Com ou sem paciência.
Ela sabe. E agora o fez saber.

De: Camila Blopes (L)
Para: Willian Lins (wp)

17 de fevereiro de 2010

Amigas

Minhas Amoras,

Eu sou péssima em despedidas (creio que seja devido o fato de odiá-las), mas aqui estou pois preciso lhes falar...

Vocês sabem o quanto as amo e são importantes para mim, sabem o quanto minha vida é melhor quando estamos juntas... O que vocês não sabem é o tamanho da falta que irão fazer quando estivermos (mais)longe.
Eu sei que não deixaremos de ser amigas e muito menos de nos falar sempre. Porem, não teremos mais a convivência diária e com ela capítulos e mais capítulos para nossas histórias.

Iza, se lembra da festa, com nome nada bonito, que fomos morrendo de medo, mas que no fim até nos divertimos e nos acabamos de tanto dançar funk? Ou dos dias que passou comigo no hospital dormindo mal a bessa por causa daquela enfermeira-monstro? Vou sentir falta de todas as músicas que não dançamos, das viagens que não fizemos e de nossas transmissões de pensamentos.

Dadá, se lembra da caminhada sem fim até a cachoeira que tinha um calango enorme morto no poço que eu fiquei nadando até me enrugar? Ou daquela garrafinha de vodka que falamos ser água? Vou sentir saudade de sambar contigo (só no sapatinho), de carregar por quilômetros e quilômetros pedras para você e de inventar apelidos carinhos, minha Cafada.

Josi, se lembra da vez que você me fez tomar suco de açaí com mariposa, ou das histórias trágicas que te contei mas que você ria sem parar (sempre)? Vou sentir falta das suas interpretações fantásticas, do jeito como você ajeita o óculos e das soluções práticas que você tem.

Carlinha, se lembra da nossa cara de pau em fazer amizade com os lindos vizinhos do sítio em Felixlândia? E da jogatina de truco na casa da Dri? (Demos um coro em toda sua família, somos a melhor dupla de truco dessas bandas, quiçá de Minas Gerais) Vou sentir saudade da nossa parceria, das besteiras, risadas e da sua autenticidade.

Nanda, se lembra da nossa viagem a praia? Da vez que você olhou para aquele surfista de olho azul e eu te deixei sem graça por comentar que percebi seu interesse. E do show do Capital Inicial que a namorada do cara da frente queria me espancar de tanto que eu gritava que amava o Dinho? Vou sentir falta de corremos para dançar Lady Gaga, de fazer você pagar mico comigo e da sua cara de assustada quando eu falo algo indecente .

Gi, se lembra do show da Rita Lee em Mariana? Você pulando para conseguir ver o palco e o povo da república abrindo aquela porcaria de bandeira bem na nossa frente? E daquelas conversas-sem-fim? Vou sentir saudade de seu pessimismo pré-show e do seu otimismo pós-show. Ou o contrário, se o show for do Zé Ramalho em Catas Altas.

Claudinha, se lembra de quando fomos caminhar, mas ficamos com preguiça e percorremos os caminho de carro? E de quando você me adotou e eu ganhei uma irmã, a Yasmim? Vou morrer de saudade da minha família segunda, de todo carinho que me deram e do amor incondicional que temos umas pelas outras.

Flavis, Daiane, Sam, Regiane, Paulinha, Roberta, Deza, Crisa, Tati, Simone, Alê, Déia, Mimi, Gabizinha, Grazy, Jack, Kaki, Larinha, Poli e todas minhas amoras, vou sentir muita falta de nossas risadas, papos, maluquices e histórias.

Amo vocês.
Obrigada por fazerem parte da minha vida, de verdade.


Beijos, abraços e fé.
Camila Blopes

13 de novembro de 2009

Puerilidade

Ele apareceu numa noite como qualquer outra, o conheceu entre sorrisos e gargalhadas, pura brincadeira. Estavam entre amigos, mas ainda não se conheciam. Moço autêntico, de conversa direta e cheio de sentimento.
Logo nessa noite ele cantou e a encantou. Músicas que ela conhecia, músicas que ele a apresentou.

_ Olha... Você conhece 'Bom dia'?!
_ Claro que conheço. O dono desta música geralmente me faz chorar.
_ Putz! Você é emo!

Se falam todos os dias... Ele escreve frases lindas e as juntam, formando textos únicos e sensivelmente especiais.
Ela sabe que apesar de ter saído dele, nem sempre é ele quem está lá no poema, é metade ou mais. Ele é completo, entretanto.
Quando ele sorri aparece uma pequena depressão na bochecha provocada por contração muscular durante o riso e isso deixa a moça com vontade de mordê-lo bem ali.
Não pensem que eles são fofos um com o outro, todo o tempo. Ele a irrita com sua mania de ser ogro, e ela o irrita (mais) com sua tendência ao melodrama.

_ Nossa, vai ficar fora o dia todo?!
_ Vou! Não faço ideia da hora que vou chegar.
_ Ainda bem que não sinto saudade.


Apesar de todas as diferenças que possuem, se dão bem. Alias, muito bem.
Ela está tentando mudar, e aprende com ele muitas coisas (algumas não politicamente corretas).
O que eu mais gosto nos dois é o carinho que sentem mutuamente, apesar de todas as diferenças e divergências, são amigos. Companheiros daqueles que ouvem por horas as lamentações do outro. Lamúrias feitas geralmente por ela, pois ele é forte e aprendeu a 'desapegar' das coisas que não o fazem bem. A moça está tentando aprender com ele. As vezes ele é até que é paciente. E de vez em quando eles se estressam e algumas vezes se ameaçam.

_ Queijo? Adoro provolone.
_ Sou alérgico.
_ Bom saber... Para quando eu quiser lhe envenenar.

Ela tem baixa auto-estima. Ele tem alta auto-estima.
Ela tem gosta de Nando Reis. Ele gosta de sertanejo.
Ela ama rosa. Ele odeia rosa.
Ela não vive sem livros. Ele não vive sem futebol.
Ela não bebe cerveja. Ele gosta de cerveja.
Ela gosta do moço da covinha. Ele gosta da menina de cabelo amarelo.

_ Tu é enjoada demais.
_ Sou enjoada, mas você me ama.
_ Tu quem ta dizendo.

_ Ama sim, que eu sei!

De: Camila Blopes
Para: Juan Carlos
Ps. Beijo pro Juan. Bestão quiamo!

_ Tudo vai ficar bem né, Juan?
_ Se você parar de ser dramática, vai.
_ Insensível.
_ Chorona.

1 de novembro de 2009

Felicitações

Outro bolo, mais uma vela, alguns presentes e vários “Parabéns!”. Hoje, meu querido, você está completando mais um ano de vida... Mais um ano fazendo pessoas (inclusive eu) felizes.
Sinceramente queria lhe dar um abraço apertado e olhando para você, bem no fundo de seus olhos, dizer:
“_ Feliz aniversário, meu Bem! Que Deus o abençoe sempre e que você tenha muita saúde e seja muito, mas muito feliz mesmo! Você é importante e especial para mim. Gosto imensamente de ti. Obrigada por fazer parte de minha vida.”
Mas não posso, estou a mais que um abraço daí... não posso oferecer um abraço nem um beijo meu. Por isso mando-lhe estas palavras, são simples eu sei... sem um vocabulário vasto e complicado, porém, são sinceras e verdadeiras.
Há anos nos conhecemos... Aprendi tanta coisa contigo, me tornei uma pessoa melhor e consegui superar minhas tristezas. Seus conselhos ditos sempre na hora exata, suas palavras me alegrando. Tantos momentos bons...
Eu tenho muito a agradecê-lo! Gosto do seu jeito sério, totalmente advocatício, da atenção que me dá e da maneira como nos tratamos, fomos cativados um pelo outro.
Saiba que você me faz muitíssimo bem e não quero te perder nunca. Desejo que faça sempre parte do meu mundo... pois contigo ele se faz melhor.

Um super beijo.
Se cuida!
Com amor
'Cachos Dourados'

Ps. "Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era para sempre? Sem saber que o 'pra sempre' sempre acaba... Mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando eu penso em alguém só penso em você..."

23 de setembro de 2009

Ca-♥-Mila

Falar de você é complicado. Não complicado porque é comprometedor ou complicado porque falta assunto. É complicado conseguir encontrar palavras para explicar o que se passa em mim quando penso em você, pois elas ainda não foram inventadas.
A palavra AMIGA é um pouquinho daquilo que você representa para mim. Somos mais que isso... Somos amigas daquelas que brigam, que choram, que compreendem, que falam mal dos chatos, que morrem de rir juntas e que conseguem perdoar verdadeiramente um erro. Qual palavra devo usar para explicar que trata-se de uma amiga assim? É eu sei, simplesmente não existe.
Sabe, você faz parte de mim. Ficar sem você é como respirar menos ar.
Nós somos dois seres opostos, duas almas inquietas e insensatas, somos algo como sim e não. Mas nos gostamos mesmo assim, duas DOIDAS, eu diria.
Confesso um dia ter desejado não ter lhe conhecido, desejei não ter me apegado tanto, desejei não ser sua amiga. Confesso até já ter falado mal de você. Tudo isso quando a decepção aconteceu, fiquei atordoada. Doeu muito. Mas passou. Você me mostrou que a amizade e o amor são capazes de coisas impressionantes. E o que ficou é o que há de mais bonito em mim. Simplesmente coisas boas, reais e intensas. Não há nenhum resquício de mágoa ou ressentimento.
Não importo com que pensam da gente. Poucas pessoas conseguem compreender o amor incondicional que temos uma pela outra. E isso incomoda os que não conseguem amar, compreender e perdoar.
É na dor que conhecemos os verdadeiros amigos, porque na felicidade tudo fica fácil. Complicado é permanecer junto na tristeza, angústia ou medo.
Amiga, obrigada por segurar minha mão sempre que me sinto só. Obrigada por estar comigo dia a dia. Obrigada por agüentar meus surtos, devaneios, t.p.m. e minhas histórias desencantadas. Obrigada por todos os sorrisos e gargalhadas que provoca em mim.
Continuaremos unidas até para sempre.
As palavras EU TE AMO MUITO são insignificantes para expressar o que sinto.

Mas MILA, você sabe ler minhas entrelinhas, palavras não são necessárias para você me entender.
De: Camila Blopes
Para: Camila Hayashi

29 de maio de 2009

Amigo imaginário verdadeiro




Cachos é uma menina nervosinha e ciumenta, com olhos agateados e cabelos dourados. Apesar de seu temperamento excêntrico, podia contar com alguns amigos verdadeiros. Ela os amava e era amada por eles.
Alguns moravam próximo dela, outros muito distantes e um ela nem podia abraçar, pois ele não era real. Ou melhor, era real somente para eles e não para o mundo.
E de algumas luas para cá, a menina estava mais próxima desse seu amigo imaginário, cujo nome é Éden.
Cachos por vezes era sentimental e se entristecia por simples situações, e quem sabia dos detalhes era somente Éden.
Cachos também o ouvia e o aconselhava. Eles se completavam. Era o exemplo perfeito de pessoas que se admiram e se querem bem!
Havia medo (de ambas as partes) em acabar com a barreira imaginária e a realidade não ter o encanto irreal de outrora.
Sabiam que quando se encontrasse a terra pararia de girar. O problema era se voltaria a sua rota normal ou desandaria tudo.
O Paraíso talvez não fosse durar para sempre.
Medo! Sempre o medo.
Cachos preferiu ficar com seu amigo imaginário verdadeiro a correr o sério risco do encanto terminar... ou começar.
Pois o Paraíso é sempre encantador, bonito e apaixonante.




Por Camila Blopes

28 de abril de 2009

Princesinha Girassol

Me disseram que sou uma Princesa, não dessas princesas que usam longos e belos vestidos rodados, que são comportadas e vivem esperando um príncipe.
{Tá, concordo que já tive essa fase. Mas oi? passou.}
Chamaram-me de Princesa Girassol.
Eu que sou “bicha bruta”, sou “neném”, sou “moça das botinas”, sou “Fadinha”, sou “ciumentinha”, sou “Docinho de fruta-do-conde”, sou “uma porta”, sou “temperamental”, que tenho T.P.M. e sou quase um “peão de obras”.
Justo eu? Princesa? Sim... Princesinha Girassol!
Ser uma princesa assim é para poucos! Pois para isso é preciso ter amigos. Amigos como os meus. Por isso sou. Meus amigos são sol.
Sol de verão, sol de inverno, sol de chuva, sol da meia-noite.
Meus cachos amar-elos são mais dourados quando estamos próximos.
A Princesa aqui, não está vivendo seus dias felizes-para-sempre, porém amigos-sóis fazem meu sorriso brilhar.
A cada dia, mesmo dias nublados tenho sorrisos iluminados perto de mim. Volto-me para eles.
Sei que não me encaixo nos padrões de princesa tradicional (aquela linda-magra-delicada-rica-feliz), mas me aceitei neste papel e não tirarei mais a coroa e o scarpin vermelho verniz.
Prazer, Princesa Girassol.

Ps. O scarpin até tiro, se precisar acertar a testa de algum príncipe-sapo que ousar tentar me enganar. Aprendi com meus Amados Forever e não é preciso estar perto para estar próximo do coração e da vida da gente.
Por Camila Blopes
Ps1. Andarilhos queridos, de novos Caminhos, cá estou postando pela primeira vez.
Antes quero agradecer ao meus amados amigos, Luciana e Thiago que fizeram/mudaram o layout para mim, ao Felipe Mafra que também ajudou mesmo avacalhando vendo ratos da Disney as vezes e a Mila por ter me apoiado nos momentos de surto.
O texto do post anterior é de autoria do Trio Thi-Mi-Lu. E também quero agradecer por isso. Eu ri e chorei muito. Obrigada mesmo!
Ps2. Só para esclarecer que não é que deixei de convidar alguem, o blog estava fechado mesmo. Não precisa ficar com raiva de mim, eu não esqueci... apenas havia fechado para esta reforma.
BeijOs meus

26 de abril de 2009

Once upon a time...

Uma princesinha de cabelos louros como os raios do sol que vivia em um reino distante vivia esperando o tal príncipe em seu carro de dez segundos, príncipe esse, sem compromisso, fiel, rico, honesto, decente, trabalhador: o santo graal entre todos os homens.

Sonhava com esse príncipe e com o dia em que seria resgatada da grande torre em que fora colocada delicadamente pela sua MÁdrasta!

A humildade desta princesinha era sua maior qualidade: seu homem encantado deveria ter mais de 1,80 e ter cara de corredor da Fórmula 1 crescido na Europa e nesse constante desejo por esse príncipe raríssimo, esquecera de que em seu reino, todos os homens tinham 1,76.

O príncipe que outrora escolhera estava amaldiçoado sob poder oculto de uma bruxa das trevas e não conseguia notar a princesinha de pés delicados e fofos. Depois que ela vê que o príncipe do carro de dez segundos não vai largar a moça com cara de Gal Costa nos anos da Tropicália, ela decide não chorar por ele, afinal de contas, ela era uma princesinha de estirpe e nunca choraria por quem não lhe dar valor.

Decidida que era, a princesinha decidiu explorar novos reinos, conectou seu pc super moderno da idade média e foi conhecer gente de outros lugares. Algum tempo depois, marcou um encontro com aquele que parecia finalmente ser o tão esperado príncipe.

Então, a princesinha loira, munida de seu scarpin vermelho verniz foi ao encontro daquele que seria o homem da sua vida, seu Triplo X do Piauí e seu porte físico estonteante....Chegando lá...ele não era o que ela esperava e aí...ela arremessou seu super scarpin com efeito bumerangue e simplesmente acertou o Triplo X em cheio na testa, voltando novamente para o seu reino à espera de um outro príncipe.

Encantada, enchia seus dias de luz vendo cruzar o azul do céu com amar-elo de seus cachos. Adorava ir a igreja...em conta de uma novena, ela, virou Girassol. Flor de meninamarela-sol. De tanto, mais tanto, amor. Que ela, sendo Girassol nosso...é broto de amor.
Coração pulsando luz, tão heliocêntrico, só sabe dizer em uni-verso, dessa alegria que faz tudo girar... em amarelos.

Por Thiago, Luciana e Mila

28 de março de 2009

Com palavras {ainda}

Era uma vez uma Andarilha, que passeando por ai encontrou em seu caminho uma casa.
A casa era bonita, bem desenhada e com uma bela imagem do proprietário na parede do lado direito. Curiosa como ela é, adentrou e achou muito interessante seu conteúdo. Não se fez de rogada e deixou um bilhete para o dono daquele ambiente tão acolhedor.
Algum tempo depois o Dono resolveu passar pelo caminho da Andarilha e outro bilhete deixou. Isso se repetiu várias vezes, tornando assim habito de ambos.
Assim que a menina teve certeza que o moço era de fato uma boa pessoa lhe deu seu endereço correto. E ele, a convidou para sentar-se próximo dele. Tornaram-se amigos.
Conversavam muito. Riam mais ainda. Se entendiam. Brigavam também. A intimidade e o entrosamento só aumentava. Apelidos carinhosos surgiam. (Se bem que eu não achava nenhum deles carinhoso)
Mesmo depois que a casa deles ficou mais longe (bem mais longe) a afinidade e cumplicidade não diminuiu.
Gostavam de falar sobre o príncipe dela, sobre a donzela dele, sobre os problemas de cada um, era uma ajuda mutua, e sobre besteirinhas. Ambos sentiam-se sozinhos às vezes... Essa amizade preenchia um pouco dessa lacuna.
O sentimento se confirmou no dia em que o Dono, sentindo-se extremamente chateado e triste, abriu sua ‘caixa de pandora’, ela o ouviu e aconselhou. A Andarilha quase chorou quando soube que o Dono estava assim e ela não podia abraçá-lo. Naquela conversa a menina soube que podia confiar nele plenamente, pois ele confiava nela.
O Dono saiu para trabalhar, ela foi para uma festa. Pensou nele e desejou muito que estivessem se divertindo juntos.
Quando se falaram novamente ele estava melhor, não mais tão triste nem tão amargurado. Mas estava mais sereno e tranquilo. Quase o mesmo Dono de sempre.
Disseram palavras nunca ditas, ela ouviu com muita, mas muita atenção. Palavras e sons e gestos que ela jamais irá esquecer. Posso afirmar que a Andarilha nunca deixará de lembrar daquele Dono... E talvez ele dela se lembrará, sempre.

Por Camila Blopes

20 de fevereiro de 2009

Como água e vinho

Nunca pensei que um dia ficaríamos assim
Talvez esteja acontecendo algo errado faz tempo
Mas como sou egoísta e vivo apenas falando de mim
De meus problemas e meu mundo, não fiquei atenta

Não posso deixá-la ir sem agradecer
Caminhar, sorrir, brincar, viajar, comover, crescer
Verbos que não teriam o mesmo sentido
Se não fossem conjugados contigo

Obrigada pela paciência e dedicação
Se você está agindo assim eu devo merecer

Apesar de ouvir seu coração, você age com razão
Será que um dia vai esta amizade esquecer?

Eu sinceramente queria saber o que eu fiz
Para lhe pedir perdão! Mas eu não sei
Nem faço idéia. Ainda sou uma mera aprendiz
Na arte de ser amiga. Perdão, se lhe decepcionei!

Mesmo que eu não caiba mais em sua esfera
Continuarei a torcer e vibrar contigo
Serei sua amiga. Talvez fique na espera
Mesmo que não seja a mesma comigo.

Prometa que se cuidará? Sorte na vida
Minha amiga que é amiga
Você sabe que odeio despedida
Ficarei aqui torcendo, sempre sem fadiga.

Sempre soube que éramos diferentes, mas por isso mesmo sempre pensei que seriamos amigas até o fim. Sempre e para sempre.

Por Camila Blopes
Ps¹. Faz um tempo que não comento nos blogs de meus amigos, peço desculpa. O motivo é falta de inspiração, ânimo, não preguiça de ler, pois mesmo que eu não comente eu leio. Assim que essa nuvem cinza passar voltarei a ser a mesma de sempre.
Ps². Obrigada pelo carinho e energia de todos, que passam aqui por gostarem de mim e dos meus Caminhos e não simplesmente por busca de comentários em seu blog.
Ps³. Meu MUNDO caiu. Mas os CAMINHOS seguem.

12 de dezembro de 2008

Para aquele que me ensinou a cativar e a deixar ser cativada

Para Ederson
Ele é assim... Ponderado e discreto. E também divertido e carinhoso.
Me emociono ao lembrar de nossas conversas, todas elas são mágicas! Chego pensar que ele não existe, pois é sempre fofo e atencioso comigo.
Estou falando do meu querido amigo Ederson.

Não, ele não é o meu Príncipe, mas também é lindo, encantado, encantador e especial.
Ele sempre tão correto em suas concordâncias verbais e nominais que fico receosa em cometer algum erro gramatical quando nos falamos ou o escrevo, sei que já cometi alguns (vários) erros, entretanto ele nunca foi severo ao me corrigir. Ele me elogia e me faz continuar.
Sabe, já nem lembro mais como foi o dia que nos conhecemos... penso que foi em um de meus retornos da Lua. Ele com aquele jeitinho sincero me conquistou. Falou sobre trigos, estrelas e cachos dourados. Não resisti e fui cativada por ele. Também o cativei.
Nos importamos um com o outro. Somos o exemplo de pessoas que se estimam e que se querem bem verdadeiramente.
Por mais que tente não conseguirei dizer o quão diferente ele é...
Tenho medo de tudo mudar algum dia. Da terra parar de girar e nos desencontramos... de perdemos nossa sincronia. Isto me assusta! Muito, eu diria.
Mas... se isto tiver que acontecer, quero morar na Lua, pois lá ficarei mais perto das estrelas e de nosso mundo.
Espero mesmo, de verdade e de coração, que sempre façamos parte da vida um do outro.

Por Camila Blopes
s2
Ps¹. Obrigada a todos meus amigos pelos comentários fofos e de coragem! Sinto-me muito bem em saber que posso contar com vocês! Ainda estou meio que em crise, mas com o apoio de meus amigos e meu Príncipe sei que tudo vai dar certo.
Ps². Quero agradecer em especial a Kari, o Marcos, a Fátima, a Carol, a Giselle e ao Leonardo... vocês são incrivéis!
Ps³. Guh adorei demais ter falado contigo, viu?! Saudades Príncipe!
Ps4. Um ótimo final de semana a todos e um grande beijo!

26 de novembro de 2008

Amizade Embriagada

E das ironias?!... Saudades
E das verdades...
Saudades inda não vividas
Quero sentir o medo
E o passo
Do desconhecido, desconhecida saudade e quem sabe?...
Inverdades?!
Ou
Sinceridade incomensuravelmente embriagada
Mas... a verdade?!
O que então é verdade?
Além do nobre e comum sentimento chamado e sentido Amizade?!

Autoria: Poliana Assis e Danúbia Pessoa
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PS¹. As meninas fizeram esta poesia para mim, numa festa de pré-despedida minha. Pensávamos que eu iria me mudar novamente de cidade e nos reunimos para comemorar uma oportunidade que surgiu em minha vida! No auge alcoólico falei demais e acabei ficando triste e deixando outras pessoas tristes. Entretanto, não foi nada demais. No mesmo dia resolvemos e ficamos todos bem novamente. A tal festa foi batizada de DESPEDIDA DAQUELA QUE NÃO FOI... *risos*
Elas fizeram um desenho e atras escreveram a lápis tal poesia. Gostei tanto que a guardei a agora compartilho-a com vocês! Beijos =D
Ps². Princípe, sei como é! Correria total! Boa sorte pra ti e quando puder nos falamos. BeijoooO