24 de agosto de 2015

Sobre constatações de como, quando e quem




Apesar de não ter consumido bebida alcoólica, hoje acordei de ressaca. E exausta, dolorida como quem leva uma surra. Mas preciso trabalhar, pagar minhas contas e quem sabe guardar alguma grana para poder viajar nas férias. Então, segui minha rotina. No caminho do escritório descobri que não tenho em quem pensar. Não tenho um cara por quem sinta vontade de enviar uma mensagem de bom dia ou dizer que lembrei dele quando ouvi a música do George Ezra. Assim como não tenho anseio de receber mensagem matinal de ninguém especial. Foi triste pensar nisso e constatar que não tinha sentido falta. Justo eu, tão melosa! Como? Quando? Eu não soube responder...

Eis que no meio de uma planilha de Excel, cheia de dados e fórmulas, me veio a resposta. Não foi "como" nem "quando", foi "QUEM"! Aconteceu depois dele. Desde que ele se foi eu me tranquei. Ou melhor tranquei meus sentimentos. Tenho saído, bebido, conhecido pessoas. Mas tudo superficial. Acho que a dor foi tanta que não quero sentir mais nada parecido. Então finjo. Fujo. 


Me lembrei que há meses não nos falamos. Da última vez foi horrível, nos tratamos como estranhos. Impessoais. Formais. Preferi não conversar mais. E tem sido assim. Com os outros. Converso e quando vejo que já não é mais impessoal, eu paro. Não quero mais contato. Fico triste um tempo mas logo passa. E esqueço. Ou finjo. Já não sei. E na verdade não quero saber... Eu não me importo. Ou finjo. Eu só fujo. É o mais seguro.

0 andarilhos:

 

Caminhos de Camila Template by Ipietoon Cute Blog Design