1 de dezembro de 2013

Talvez, talvez, talvez...

Carta 1

Talvez, talvez eu nunca me esqueça da terça-feira que descobri o quanto é bom estar perto de ti. Talvez sempre me lembrarei da noite que dançamos ‘Maybe’ e de todas as sensações deliciosas que você provocou em mim. Se eu pudesse pedir, e tentarei, a gente se veria novamente. Talvez você sentisse vontade também... Talvez, se eu pudesse dançar contigo outra vez, talvez acreditasse. Talvez, talvez, talvez, talvez... Talvez, eu te fizesse bem, meu bem.

Talvez eu tenha feito algo errado. E somente agora, consigo compreender e admitir isso. Não é preciso denominar, especificar, generalizar. Mas desejo sua presença, quero repetir os bons momentos. Oh, venha me abraçar, quero lhe beijar! Querido, talvez, talvez, talvez, talvez... Será que podemos nos ver novamente, outras vezes?

Bem, sei que parece não ter importância, mas é muito bom saber que podemos ser do jeito que somos. E contigo, simplesmente sou. Sem hipocrisia e convenções. E quando eu volto para minha casa, continuo a viver, volto a ser a mulher independe e solitária de sempre. Mas você não percebeu que gosto da sua companhia? Que fico muito feliz quando sinto que não estou abandonada? Não preciso que me salve, mas me sinto bem quando tenta, mesmo sem você perceber. Fico bem sozinha, mas às vezes preciso estar contigo.


Por favor, por favor, por favor me desculpe por ser impaciente. Você pode reconsiderar? Querido, volte? Se eu disser que queria voltar a sorrir perto de você, você voltaria a ser mais próximo de mim? Talvez, meu bem, oh, talvez, talvez, talvez... Quero aprender, me ajude, me mostre como. Talvez eu aprenda, talvez seja bom, talvez a gente se divirta, talvez a gente some. Talvez comemoremos, talvez nos façamos bem, pois você continua sendo meu moço da padaria, um sonho, talvez, sim. 
Por Camila Blopes
Carta inspirada na música Maybe - Janis Joplin

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