18 de fevereiro de 2011

Mala

Havia acordado com espírito de “LIMPEZA”, abriu seu peito para retirar tudo e todos que não me fazem, mais, bem.
Então retirou todos os sentimentos sujos: ressentimento, mágoa, inveja, ódio (deixou apenas uma poeirinha de ira, pois não se sabe quando será necessário). Sentimentos encardidos também foram descartados, percebeu que não combinam consigo.
Estava retirando o ultimo resquício de desprezo quando notou que havia menos coisas que eu queria do que coisas que precisava joga fora.
Resolveu fazer o contrário, pegou sua melhor e mais vermelha mala, e começou a guardar apenas o necessário para se viver bem. Era o momento certo para eu mudar.
Colocou primeiro o amor fraterno e o amor próprio, depois as alianças pratas (amores), douradas (amigos) e de marfim (família), os momentos ótimos, imagens, alguns amores passados (apenas aqueles bons), músicas e sorrisos.
Não trancou a mala e saiu por aí, tendo como destino a felicidade.



Por Camila Blopes

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