12 de maio de 2009

“Ao infinito e além!”

_ Caroline, quer ir comigo?
_ Ir? Para onde?
_ Um lugar mais longe que as estrelas.
_ Onde, Pablo?
_ Ao infinito e além. Vamos?
_ ...

Ela não foi, deu as costas e saiu andando sem olhar para trás. Andou como quem anda para lugar nenhum...
Carol não podia ir. Ela, tinha uma bagagem grande em seu peito, não poderia levá-la consigo, muito menos jogá-la ali mesmo, sem um ritual de despedida ou algo assim.
Voltou para casa e a guardou (ao alcance dos olhos).

Ela não queria esquecer.
Por Camila Blopes

33 andarilhos:

paula barros disse...

Penso que o grande problema (as vezes, nas maioria das vezes) é o não querer esquecer.

E com isso se deixa de viajar pelas estrelas, por outros mares, pelo além....ou seja se deixa de amar, de viver....
´
A forma de escrever sempre linda. Admiro, me encanta.

abraços com carinho

Taiina* disse...

Muitas vezes temos medo de conhecer o novo por apego a coisas que vêm lááá de trás!
As vezes isso é bom, ás vezes nem tanto! Temos que nos abrir pra novos caminhos =)

Adorei seu blog, mesmo!
Muito lindo!
E parabéns pelos textos!

Beijos

Giselle disse...

Cá,
amei o nome do piá, Pablo, rs...
Quem me dera se as coisas fosssem assim tão simples né?
Vamos, vamos,sem problema,s rs...
Um beijo enorme lindona

Desabafando disse...

Oi, gostei muito do seu cantinho aqui! Vou linkar no meu! Depois passa lá pra espiar o meu!

Su disse...

Ain que saudade de vir aqui!!!^^
Penso que já deixei de andar e seguir alguns rumos, mas eles estão aqui, guardados em meu coração.
E se eu posso caminhar, seguir... então sigo outras estradas!!
Viajei, né?! (rs)
Tá, mas é pq a imagem que vc postou hoje, e o seu texto me levou para uma dimensão maravilhosa!!
Beijos, querida!!

Madame disse...

Eu iria!
com bagagem,
sem bagagem...

ah põe no guarda-volumes e retira na saída...rs

(quem dera fosse simples assim né?)

Mordidas da Madame pra vc lindinha.

M. disse...

O novo excita e assusta.

Depois de algns problemas, tô aprendendo a deixar o passado p/ trás e correr atrás do novo. Se tiver uns 18, 19 anos então..rrs

Brincadeira. rs

Bjos.

•.¸¸.ஐBruneLLa França disse...

Ao infinito e além... Num impulso, eu iria. Mas antes do primeiro passo, faria o mesmo que Carol. Também carrego coisas que não estou disposta a deixar, não ainda...

Mas ir ao infinito e além me tenta...

Beijos e borboleteios Cah

Hod disse...

Adorei sua visita..o comentário preciso...
Nossa...o novo sempre cria zonas desconforto, embora incite!!

Aloha=Compartilhar com Alegria a Energia da Vida no Presente!!!

Hod

alex e! disse...

...a promessa de um infinito à espera é mesmo angustiante, Camilita. Talvez eu também virasse as costas e fugisse diante de um convite desses, a fim de procurar meus próprios caminhos sem o peso de uma eternidade que me condenasse a algo qualquer, mesmo à felicidade...

bju do alex.....

Luciana disse...

Porém, não querer esquecer nem sempre é positivo. Pode nos prender ao passado e nos impedir de aproveitar as promessas de futuro.

Acho que o melhor é refletir sobre o que deve ou não permanecer nas lembranças... diminuir o peso da bagagem, sabe?


Beijão Cahzinha quiamo!

Sarah disse...

Ah, eu tenho vontade de sair pelo desconhecido..
O que falta é coragem !
=/

bjoos

Luan Fernando disse...

Temos que sempre sonhar e viver, seja ao infinito ou não, mas temos que aproveitar cada chance que temos ao decorrer da nossa vida, não importa no que seja, apenas viva.

Max Psycho disse...

Camilinha se Deus me desse a oportunidade de morar perto de ti te juro que te levaria de encontro a felicidade pois voce é uma pessoa maravilhosamente linda

Max Psycho disse...

Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Pedro Antônio disse...

Ai, Camila!

O seu blog também é a coisa mais linda que existe! As imagens, os textos...

Obrigado pela visita!

Um beijãooo.

Pedro Antônio - A TORRE MÁGICA

Daniel Braga disse...

Nossa.. adorei esse post.. seu blog é muito bom tbm. Obrigado pelo comentário, volte sempre.. eu voltarei sempre aqui.

~Até a próxima.

*DB*

Dany disse...

Quando não se quer jogar as lembranças foras, não tem jeito... onde quer que se vá, elas irão junto!

Bjos, flor!

Atreyu disse...

Na verdade a vida e o amor são simples
Mas se deve ter coragem para aceitar essa simplicidade

o¤° SORRISO °¤o disse...

Oi Camila.

Aventurar-se é algo difícil. Dá medo. Para que bagagem? Ritual de despedida? Inventamos desculpas esfarrapadas, algo que nos dê conforto para não irmos além. E depois, martelamos essas decisões em nossos peitos. Mas, aí... passou...

LINDO!


Ao infinito... e além, com Buzz Lightyear do Comando Estelar? :-)




ÓTIMO DIA PARA VOCÊ!

♥.·:*¨¨*:·.♥ Beijos mil! :-) ♥.·:*¨¨*:·.♥




http://brincandocomarte.blogspot.com/

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Cαmilα ♥ disse...

Adoro ele, Criss!
@.@
BeijOs a todos!

M. disse...

Miloca, que bom que gostou. Vc nem sabe, mas eu ainda estou aprendendo. Ou seja, vc praticamente foi uma das minhas cobaias. kkkkkkkkkkkkkk

Bjosssssssssss.

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Olá moça. O esquecimento é uma das piores coisas que podemos carregar conosco. Não podemos esquecer do que fizemos e muito menos do que fizeram conosco. Caso isso aconteça, o mal do qual padeceremos será a eterna palermice - aquela que os meios de comunicação querem nos incutir a cada novo assassinato, a cada novo escândalo, o qual, um após o outro, jogado aos nossos olhos e ouvidos como uma bola de neve, faz com que a memória se torne tão efêmera quanto um lanche que fizemos no meio da tarde mas que de forma alguma nos tira a fome para a janta. Entretanto, além de não esquecer, temos também de atentar para o que fizemos com aquilo que não esquecemos. De nada adianta nutrir rancores. De nada adianta fazer da lembrança um mero sustentáculo para medos e travas que irão nos impedir de ir em frente - e consequentemente cair na síndrome dos barbitúricos, dos comprimidos que podem curar qualquer mal mas que jamais irão nos extirpar o próprio receio do amanhão. O problema é que o mundo nos exige o esquecimento. Temos de esquecer da marca de celular de ontem porque amanhã já inventaram um novo. Temos de esquecer de uma grande obra do século XIX porque hoje supostamente existem autores que retratam essa coisa que ninguém sabe o que é mas que chamam de pós-modernidade. Logo, esquecer é deturpar a vida e mais ainda deturpar o pensar. Não pensamos para existir, como dizia o Descartes, mas sim existimos antes de pensar, o que faz com que toda nossa existência se resuma a uma finalidade sem nexo cujo ápice se encontra tão-somente na morte. Como o Sísifo de Camus, temos de chegar ao alto de uma montanha e ter a coragem e a petulância de saber que por mais que a pedra volte a rolar ribanceira abaixo, esse é o nosso destino, sendo que é a partir desse destino que construímos nosso sentido com base naquilo que lembramos e vivemos. Pra quê afogar as mágoas por um amor perdido? Pra quê trocar de computador ou celular a cada semana se as funções continuam sempre as mesmas? Temos sim de sofrer, temos sim de lembrar, mas temos mais ainda de ter a consciência do que fazer com essa massa amorfa que nos faz humanos. O sistema quer que nos acostumemos a andar por uma fina camada de gelo que pode ruir a qualquer instante. O sistema quer que, justamente por esse medo, esqueçamos de tudo e vivamos um eterno presente, um insistente gerúndio que faz da vida o agora pelo agora e nada mais. Mas é nosso passado que nos constrói muito embora ele sempre seja visto com os olhos do presente. E por mais que o peito esteja carregado de tantos sentimentos e lembranças, é isso que nos faz humanos, é isso que nos tatua a revolta da criação e portanto da arte para buscar a tradução dessa coisa intraduzível que chamam de vida. Que não tranquemos nossa vida no porão do agora. Que não fechemos as trancas do nosso peito para a liquidez de beijos que damos em bocas sem face. Que não esqueçamos que o outro sempre merece respeito, sempre merece um padrão ético em relação a ele - porque este outro, embora seja uma singularidade completamente diversa da nossa, é aquele que nos faz ser humanos, porque ninguém é sozinho a não ser com seus próprios sonhos e anseios. Daí é que admiro esse seu bunker de poesia e prosa na rede. Daí é que me surgem tais palavras que talvez estejam fora do propósito do seu próprio texto. Mas a compreensão precede a interpretação porque precisamos sentir antes de pensar e existir antes de ter um pensamento. Portanto, que continuemos com essa briga da arte - mas não da arte pela arte, mas sim da arte pela vida. E foi isso que vi aqui. Um beijo.

Monique Frebell disse...

Existem bagagens pesadas demais para se carregar até o infinito e além, sem paradas no caminho... vai cansar, vai dobrar o peso, vai esgotar a viagem que deveria ser de felicidade e descoberta... nesse caso, o melhor mesmo a fazer é voltar atrás, já que não queremos nos abster de tudo o que já acumulamos até aqui.

Bjuus!

Willian Lins disse...

As vezes é preciso seguir, indepedente da bagagem, pois elas são sempre desfeitas.

te beijo


ps: aqui ficou lindo, como tu wp
haha

Kari disse...

Ás vezes pode ser melhor ir até o infinito... E mais além então...
É uma proposta pra lá de indecente em...

Beijão

Paulo Tamburro disse...

Lindo, muito cuidadosa nas palavras para não ferir o texto, não agredir nossos sentimentos.

Um texto tão suave como um pouso na lua, e aquele pouso suave, foi nuito pequeno para o astronauta , mais um grande passo para a humanidade.

Seu texto é do tamanho de uma menina que vai crescer muito, quem sabe um dia achar que a lua é muito perto.

É o que desejo.

Serei seu seguidor.

Ausência Instável disse...

Como dito uma vez que eu prestei bastante atenção, que as vezes a felicidade nem sempre é exclusividade, se a bagagem mesmo se tiver pronta, a insegurança é o que predomina, e como vc mesmo disse, fazer as escolhas e esquecer é mais dificil, mas qndo vc seja acha o valor, sabe que seu amor merece muito mais que uma partida... e viver de momentos e voltar a maré para sofrer é melhor pensar mais vezes.

Bjaumm!!!

Show DE BOLAAAAAAAAA!!!

★тєcα★ disse...

Eu fui deixei tudo para trás...
...e agora estou voltando para acrescentar o que eu consegui indo além com o que eu deixei para trás.

Beijinhos Cá!

danúbia pessoa disse...

ah, eu ai com o pablo...

bjs

Moni disse...

acho q eu teria ido hehehe as vezes é necessário arriscar! a fotonha me lembrou a musica do nando reis "estranho é gostar tanto do seu all star azul..." bjksss

Dri Viaro disse...

é melhor se desprender do passado sempre ne
bjss

Dri Viaro disse...
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