18 de maio de 2014

Sobre cortes e sangramentos


Hoje cortei meu dedo sem querer. Sangrou bastante, troquei três vezes o curativo. Eu estava sozinha, não tive ajuda de ninguém. Sei que isso não é novidade, estou sempre sozinha e aprendi a me virar assim. Não é um sofrimento, é costume. O problema é que, hoje quando me cortei, desejei que você estivesse por perto. Por um momento senti necessidade de ser amparada, me senti tão frágil. Procurei por todo apartamento e você não estava. Lembrei da questão geográfica, vivemos distantes um do outro. Senti tanta saudade que me deu um nó na garganta. Então te liguei, mas você não atendeu. Desliguei e voltei ao meu mundo, preferi não pensar no motivo. Continuei a fazer o almoço, terminei de lavar minhas camisas e fiz a resenha solicitada pelo meu professor de Psicologia Organizacional. As horas foram se arrastando, tirei um cochilo, telefonei para meus pais, terminei de ver a temporada de Hannibal e senti mais saudade. Ficar sem falar contigo me entristece, entretanto, não sou de insistir em ligações não atendidas. Sou mesmo uma cilada, sei que sou. E esquisita. Não gosto de hiatos. Quando sinto o corte em meu dedo latejar, fico confusa... Não sei se consigo permanecer muito próxima, tenho medo de sangrar novamente.
Por Camila Blopes

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