6 de fevereiro de 2009

O efeito (consequência) de decidir

Uma amiga disse a ela que “falta de sinal, é um sinal”, desde então Laura não conseguiu pensar em outra coisa que não fosse a decisão que ela teria que tomar.
Laura sentia muito amor, muito rancor, muita paixão, muita decepção, muito entusiasmo, muito descaso.
Viveu mais alguns dias naquela indecisão. Não estava convicta do que realmente era melhor para sua vida.
Enquanto não sabia de seu rumo, a garota conversava sobre assuntos interessantes, assuntos casuais, assuntos irrelevantes, assuntos de importância e assuntos sem sentido. Conversou sobre amores. E também conversou com um amor passado, que não era o passado-atual, João Gabriel.
Este amor passado já havia sido a “paixão de sua vida”, aquele com quem ela pensou em se casar e ter um filho chamado Gabriel (simples coincidência de nomes, Laura já havia escolhido o nome de seu filho desde criança.), aquele quem ela quis se entregar de corpo e alma, enfim, aquele que ela jurou amar enquanto durasse o fogo da paixão, fogo o qual ela jurou ser eterno.
Porem não foi assim, pouco mais de um ano após p início do namoro essa relação chegou ao fim e caminhos diferentes, o casal, melhor, ex casal, seguiu.
Sorriu ao lembrar do passado e fez uma espécie de careta enquanto falou com ele. Hoje ele não queria nada que não fosse sexo e ela nada queria dele, nem mesmo uma conversa.
Chegando ao seu apartamento Laura, tirou os sapatos, a calça e foi para o banheiro carregando uma toalha florida.
Submergiu na água morna da banheira e desejou não ter conhecido o ex-amor e João Gabriel também... Quando estava faltando o ar, ela já se ergueu, dando um salto saindo totalmente d’água.
Molhada e nua pegou o telefone e ligou para o passado-atual:

“Apenas escute, sei que você gosta de mim, entretanto não acredita que possamos dar certo devido algum motivo (em minha opinião) insignificante. Por isso fica fazendo esse papel de homem displicente e imaturo. Para ver se eu desisto e ponho um fim nessa delonga pseudo-relação. Fazendo assim que você se exima de culpa. Já que sou eu quem desistiria de nós, não é mesmo?
Então... meus parabéns! Você conseguiu. Cansei! Estou entregando os pontos! Acabou, entendeu?
A C A B O U. Quero ser feliz, coisa que você não pode contribuir em nada. Adeus, João.”
– Era isso que ela estava em mente para falar, mas acabou mudando de idéia.



_ João, sou eu... Laura. Olha, eu não quero mais que você faça parte de minha vida, estou rasgando as cartas que me enviou, as fotos que tiramos juntos, apagando da memória seu telefone e e-mail. Por favor não me procure mais, assim como não o procurarei. A menina que gostava de você morreu, morreu de esperar algum sinal seu. Adeus, João Gabriel.
Seu ultimo ato amoroso. Laura chorou muito mas não se arrependeu. Pensava sempre quando lembrava de sua dolorosa decisão: “Por você, eu faria isso mil vezes!”



Por Camila Fernanda

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