26 de novembro de 2008

O culpado (sem culpa)

Sabe, há algum tempo convivo com um grande segredo. Uma culpa que anda me consumindo dia a dia. Eu sou inocente, mas tenho medo dela não acreditar em mim.
Meu nome há muito não é pronunciado, pois todos me esqueceram. (Talvez até saibam meu nome, mas não minha essência.)
A moça me conheceu não há muitos meses e eu preguei uma peça nela. Juro, não foi com o intuito de prejudicá-la.
No início era apenas uma brincadeira, porém ao ver que ela estava gostando eu fui a envolvendo cada vez mais.
Hoje ela me detesta por isso e vive me pedindo para ir embora (aos prantos).
Sinto-me culpado e por isso vim contar-lhes o meu delito, meu segredo.
Ela não queria que eu aparecesse junto com ele. Ela tinha medo de mim. E eu não quis assim, eu a peguei pela mão e a fiz ir além. A minha moça sabia que não era possível juntar: ela, ele e mim. Mas eu quis fazer parte desta relação.
Se hoje esta menina sofre é por minha culpa. Eu a levei para caminhos e mundos distantes. Eu a fiz sonhar e acreditar que poderia dar certo.
Penso que ela finja não saber mais meu nome, pois ela não quer mais me ouvir. Por favor, falem a ela que nunca quis feri-la.
Ah, meu nome? Meu nome é... Eu me chamo... Amor.



Por Camila Blopes

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